terça-feira, 31 de dezembro de 2013

As pessoas estão cansadas da república!


Saudações, brasileiros!

Ultimamente venho conversando bastante sobre Monarquia com as pessoas ao meu redor. Gosto de dar certa prioridade para aquelas que conheço a menos tempo e que encontro com menos frequência. O esquema é parecido: se mostram certo interesse, se permitem uma brecha, vou com tudo! Se começam já a desdenhar e minimizar a conversa... deixo passar!

Acontece que cada vez mais, várias pessoas se dão ao trabalho de escutar sobre o ideal monárquico. Gostam de tirar dúvidas de como seria, do que melhoraria no Brasil e mesmo sobre o período imperial que o nosso país viveu. É por isso que é sempre muito importante, você, monarquista, estar sempre bem atualizado e com bons argumentos. 

Essas pessoas que querem saber mais sobre o ideal e passam a considerá-lo, são pessoas que conseguem perceber facilmente que a nossa república nunca funcionou, não funciona e não funcionará. São 124 anos de fracassos com pouquíssimos momentos interessantes. Não há estabilidade e continuidade na república brasileira, e as pessoas percebem isso facilmente.

O fato da república não demonstrar nenhum horizonte de mudança concreta, faz essas pessoas (de todas as idades e ofícios) considerarem a opção monárquica. Precisam sim, de um pouco de tempo para se acostumar com a ideia. Para, digamos, se desintoxicar da doutrinação secular republicana (que foi extremamente bem feita, isso eu não posso negar). 

Não se enganem, brasileiros honrados, a Monarquia é uma OPÇÃO e talvez uma SOLUÇÃO para alguns de nossos maiores problemas! Já funcionávamos no século XIX, íamos bem e crescíamos, pois tínhamos continuidade e ganhamos estabilidade. Um golpe de Estado até hoje comemorado pelo governo, fez tudo aquilo começar a desmoronar. Quiseram edificar novamente, mas nunca conseguirão. E não há nenhum indício de que conseguirão.

Não desanime! Conheça o ideal monárquico e estude nossas ideias. Precisamos mudar o país! Precisamos de você!

O próximo ano (2014) será de surpresas!
Um Feliz 2014! 

E Viva o Império do Brasil!


quinta-feira, 14 de novembro de 2013

À Princesa D. Isabel

"Se tudo o que está acontecendo hoje é por causa
da lei que assinei, ainda assim assinaria de novo!
(Princesa D. Isabel, logo após o golpe republicano)

Há 92 anos, o Brasil perdia uma grande cidadã!

Aos 04 anos de idade, a Princesa D. Isabel, filha mais velha do Imperador D. Pedro II, era aclamada a Herdeira do Trono Brasileiro! Aos 14 anos, a Princesa jurou a Constituição Imperial e teve a oportunidade, anos à frente, de governar o Brasil por três vezes, quando se tornou regente do Império na ausência de seu pai.

A D. Isabel morreu um dia antes de mais um aniversário do golpe republicano. Talvez tenha sido até uma espécie de Providência, para evitar mais um dia de lembrança dolorosa do fatídico 15 de novembro de 1889. Apesar de que, tenho certeza que as más lembranças, assim como as boas, não as deixava em paz independente do mês.

D. Isabel foi uma mulher valorosa, que estava à frente de seu tempo. Idealizou o voto feminino e lutaria por ele se os golpistas tivessem suportado a abolição da escravidão sem indenização, aprovada e assinada por ela no ano anterior ao golpe. De coração que não cabia em seu peito, lutou arduamente pela causa abolicionista, facilitando, inclusive, o acesso a cargos políticos às pessoas que fossem favoráveis à abolição.

Teve uma educação voltada para os negócios de Estado, pois na ausência de um Herdeiro varão, D. Pedro sabia que precisava educá-la para receber todas as responsabilidades de governante e Chefe de Estado. Dizem que certa vez a Princesa, ainda menina, em meio à uma multidão de gente, pergunta ao pai:

- Papai, todos eles um dia serão meus?

Ao que D. Pedro responde sabiamente:

- Não Isabel! Um dia, você pertencerá a todos eles!

O 15 de novembro (hoje comemorado como feriado Nacional), foi duro para a Princesa, que não entendia como pessoas tão próximas ao Imperador, podiam ter tramado aquela indecência, aquele Golpe de Estado. A dor do banimento a afetou. Foi embora triste, mas firme de que fez pelo Brasil o seu melhor! O banimento da Família Imperial só foi revogado na década de 1920, mas a Princesa D. Isabel nunca pôde fazer a viagem de volta à sua terra natal. Estava muito velhinha para isso. Passou pela morte do pai, da mãe e de dois filhos; morrendo pouco antes que seu esposo, o Conde D'Eu, que também não conseguiu chegar ao Brasil, tendo morrido no Oceano, na viagem de volta.

Assim como D. Pedro II, a Princesa D. Isabel merece sua retratação histórica. Pessoas sem muito conhecimento ainda disparam suas inverdades nascidas de um ensino doutrinatório. Hoje a Princesa tem um processo aberto de beatificação na Igreja Católica, ou seja, ela é vista como uma mulher que levou uma vida digna de um cristão verdadeiro. Era inabalável em sua fé católica!

E essa é minha humilde homenagem a Princesa! Que Deus tenha guardado um lugar muito especial para ti, D. Isabel, pois és merecedora! E que a História um dia faça jus a tudo que representas!

Em Paris, 1906, assistindo ao voo do 14 Bis.

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Do Ser Monarquista


                Este talvez seja o argumento mais difícil de ser explicado relacionado à Monarquia: Por que o Rei é Rei? E é sobre este assunto que proponho estas poucas linhas. Meu objetivo não é dar uma resposta concreta, única e inquestionável, mas a minha mais sincera opinião a esse respeito.

            Sempre que o assunto “Monarquia” vem à tona, algumas questões parecem ser inevitáveis aos brasileiros. Uma delas fruto de uma curiosidade; a segunda cheia de jocosidade (bem ou mal intencionada). “Quem seria o Rei no Brasil?” – Imperador, na verdade – costuma ser um dos primeiros pensamentos transfigurado em indagação por parte dos curiosos. “Por que ele e não eu?”. Essa segunda questão não é sempre que surge. Curiosamente ela só costuma aparecer quando o outro lado não está disposto a entender melhor do que se trata, ou a proporcionar a seriedade que o assunto merece. É justamente sobre essa segunda questão que este texto irá versar.

            “Rei” (do latim Rex) é um Chefe de Estado de uma nação, podendo ser, em alguns casos, também Chefe de Governo. Em séculos passados, era comum que as Monarquias fossem absolutistas (o poder era concentrado nas mãos dos monarcas), e isso terminou por fazer com que a maioria das pessoas desavisadas, pense que a única forma de uma monarquia existir é como aquela que eles estudaram no Ensino Médio. Como estamos falando sobre o sistema monárquico parlamentar constitucional (e é esse sistema que os monarquistas defendem para o Brasil), entendamos aqui o Rei como Chefe de Estado apenas.

            Um Chefe de Estado não é só um “enfeite” de uma Nação. Para tantos, a ideia de “poder” está ligada apenas ao exercício do governo, quando na verdade ignoram o poder de representação. Um Chefe de Estado tem muitas atribuições, e ser o símbolo de uma Nação, representá-la de forma suprapartidária são alguns dos poderes que o cargo lhe proporciona e que os súditos os confiam.  Segundo o pensador suíço Henri-Benjamin Constant de Rebeque (1767 – 1830), o Chefe de Estado deve ser detentor de prerrogativas constitucionais importantes, agindo com o máximo de imparcialidade possível. Seu pensamento acabou por tornar-se, segundo muitos, fundamento do parlamentarismo moderno.  Ora, mas se o Chefe de Estado deve ser imparcial, o que fazer com um representante máximo de uma nação que é filiado a um partido político? Que ideologicamente já está comprometido? Pois assim é um presidente... Ao acumular os dois principais cargos de um país (Chefe de Estado e de Governo), temos uma concentração de poderes que, nas mãos de alguém despreparado, se vira contra o seu próprio povo.

            Ao contrário de um presidente, um rei reúne em si muito mais características necessárias para se ser o Chefe de Estado, a saber: apartidário, preparado desde tenra idade para exercer tal função, reputação ilibada, seus súditos acompanham toda sua trajetória de vida, não depende de partidos políticos para manter o cargo, etc. “Mas não somos nós quem o elegemos!”. “O que o torna legítimo?”. “Por que ele e não eu?

            Ao meu ver, não se pode ser monarquista sem compreender e respeitar a Tradição. E aqui cabe bem uma definição poética do termo, advinda do Pe. Heitor Rossato: “Tradição, antes de tudo, é conhecer para amar.” Um país que respeita suas tradições, o faz porque seus cidadãos conhecem sua própria História. Conseguimos perceber claramente isso em países como Inglaterra, Estados Unidos, Japão, entre outros. Respeitar as tradições não quer dizer nunca mudar. Tradição não é empecilho para o desenvolvimento. Ter tradição é também saber mudar. Nunca jogar fora o que temos de bom e nunca abandonar uma qualidade, ainda que pudéssemos trocá-la por duas outras. “Cultura não se perde, se acumula”, já dizia um grande Professor.

            Pois bem, para responder as perguntas feitas nesse texto, precisamos partir de um pressuposto muito difícil de ser entendido por muitos: ser Rei não é privilégio, é fardo. Ser príncipe não é bônus, é ônus. Argumento muito difícil de ser explicado para alguém muito mais materialista do que espiritualista. É fato que o ser humano parece nunca estar contente com o que tem e sempre quer mais. Depois de muitas discussões com diversas pessoas a esse respeito, percebi que a principal repulsa deles para com a ideia de um rei, é o fato do rei “ter tudo” materialmente. É o fato dele ser “sustentado” pela Nação (repulsa essa mesmo quando o “sustento” desse rei, custa menos do que os políticos republicanos que os governa). Ora, o rei recebe um soldo pela função que exerce, nada mais natural. O fato de seu “cargo” ser vitalício, contribui para minimizar as chances de termos um rei corrupto (ele já tem tudo materialmente) e que busque pensar apenas nas próximas eleições e em manter seu cargo (como acontece no presidencialismo republicano brasileiro). Isto é tão bem pensado, que se pararmos para buscar histórias de reis corruptos (em monarquias constitucionais), não acharemos exemplos para citar. Quanto a políticos “comuns”, falta-nos, muitas vezes, exemplos positivos para citar.

            Enquanto o cidadão encarar com certo ciúme o fato dele não ser “rei” ou “príncipe”, não estaremos prontos para uma monarquia. É preciso grandeza de espírito para se compreender e aceitar que alguém, que não você, desempenha essa função. E isso nos leva a outra pergunta: e por que necessariamente ele? Bem... o melhor argumento que consigo apresentar no momento para essa situação também gira em torno da tradição. Não sei como os primeiros reis foram surgindo... Ou melhor, há várias formas desse surgimento, como por exemplo, a ideia de que aquele homem estava sendo iluminado por Deus, ou porque era a família mais importante da região... os motivos podem ser vários, mas o fato é que hoje a Monarquia é vista de outra forma. Sabemos que não é por “escolha divina” ou por serem os mais ricos do país (nem sempre são), mas por questões tradicionais. Vamos tentar explicar o caso brasileiro: por que os Orleans e Bragança?

            A família Orleans e Bragança (atual dinastia brasileira se fôssemos uma monarquia) tem ascendência nas mais antigas famílias reais do mundo. Apesar de nunca ter reinado (visto que os Orleans e Bragança surgiram da união matrimonial da Princesa D. Isabel do Brasil – Bragança; e do Conde D’Eu de Orleans, sendo seus descendentes os Orleans e Bragança), são remanescentes das mais nobres Casas Reais da Europa, tendo ligações diretas com, por exemplo, Hugo Capeto e Carlos Magno (estamos remontando aí ao século XI e VIII, respectivamente). Nossos ilustres imperadores, D. Pedro I e D. Pedro II, ajudaram a construir o Brasil que temos hoje. Com inúmeras provas de amor pela pátria, tivemos Imperadores que ajudaram, inclusive, a garantir a extensão territorial do Brasil.

            Até hoje, a nossa Família Imperial trata os descendentes desses ilustres personagens históricos, com os valores da tradição incrustados em sua família. Não são príncipes por escolha, mas por tradição. Querer mudar essa tradição depois de tanto tempo, é jogar fora a única coisa que temos enquanto povo: nossa História. E mais, por que trocar uma Família Imperial que tem em si os atributos da realeza, por outra que sequer saberemos de onde vem?  É isso que nossa Família Imperial faz: mantém a tradição.

            Outra explicação que se faz necessária e importantíssima, é sobre o fato de que, em primeiro momento, não são as pessoas (sejam reis ou rainhas) que são reverenciadas numa monarquia, mas sim os “cargos”! Curvar-se diante de um rei, não é curvar-se diante de um homem, é reverenciar e mostrar sinal de respeito a um povo... a uma Nação. Reitero que os pequenos de espírito não conseguem entender isso (foi o que percebi em minhas inúmeras discussões). Se Elizabeth II é, também, admirada, assim como o foi, por exemplo, D. Pedro II, é porque aos poucos foram conquistando os seus povos. O respeito e admiração pela pessoa surge aos poucos. Quando a sociedade acompanha o crescimento de um príncipe e vai, educando-o junto com sua família (elogiando ou recriminando suas atitudes desde a infância), vai-se moldando o caráter e a personalidade de quem um dia irá representar a todos. Por isso é tão comum, na coroação, o rei ou rainha já ser, pessoalmente, bastante respeitado por seu povo. Ao reverenciar um rei, reverencia-se a Nação, o seu passado brioso, as suas glórias, o seu próprio povo. Não é o D. Fulano, é o REI! 

           O Rei, portanto, é um símbolo nacional, tal como o Hino e a Bandeira. Ele é a Nação personificada; e para se ser monarquista, é preciso desapegar-se das vaidades e do egocentrismo, do contrário, seremos "monarquistas" com espírito republicano (no pior uso do termo).

O homem mais poderoso do mundo reverenciando o Imperador Japonês Akihito.
Eis um exemplo de respeito. Obama, republicano oriundo de uma república que funciona, pois é calcada em suas tradições, mostra respeito ao que Akihito represente: o povo do Japão.
     

sábado, 7 de setembro de 2013

Dia da Pátria


Não se precisa ter uma percepção muito aguçada para perceber que a cada novo 7 de Setembro, as comemorações pelo Brasil se tornam mais infames e "sem sal". Resultado arrebatador de um país que não conhece mais sua História, que não respeita suas tradições e que não reconhece mais a própria identidade.

Não se tem Bandeira Nacional pela cidade, não se tem faixas verdes e amarelas pelas ruas e janelas das casas, nem o Hino da Independência é tocado em muitos lugares.  Os atos cívicos oficiais têm que dividir espaço com os protestos que ocorrem por todo o País. A questão é: há o que se comemorar atualmente? Provavelmente não, mas esquecem-se que o Brasil não é só essa república fracassada e mal fadada. Esquece-se (ou nunca se soube, em alguns casos) que o Brasil já foi um Império respeitado, que já tivemos governantes íntegros e que já fomos respeitados no mundo todo, inclusive pelas maiores potências.

Nossos heróis atuais são diferentes dos de outrora. Para estes, uma história deturpada e tendenciosa. Para aqueles, palmas e mais palmas. Música boa dá lugar aos sons sem arranjos e de uma letra que tem o poder de acordar a imbecilidade coletiva.

Nos Estados Unidos, o 4 de Julho reúne toda a emoção de uma Nação que se reconhece enquanto Pátria. Que ama sua História e seus fundadores. No Brasil, os símbolos fundadores são, às vezes, vilipendiados. Na Bélgica, esquecem-se os problemas da Nação por um dia e por um bom motivo: Dia da Bélgica! Acredita-se que a luta deve continuar... a luta por dias melhores e por melhores condições de vida, mas nunca esquecer que o dia da Nação é sacro.

O Dia da Pátria deveria ser justamente uma lembrança de que somos UM! De que nossa Casa é a mesma e que, antes de tudo, somos brasileiros! Devemos SIM, respeitar nossos heróis Pais da Nação! Devemos SIM, respeitar nossos mais antigos símbolos nacionais! O Brasil não pode continuar a esquecer o que fomos! E se tivessem uma ideia do que fomos, hoje estaríamos mais perto de ter um futuro melhor para nossas crianças.

Que o sucesso do nosso período imperial possa despertar pelas ações dos monarquistas pelo Brasil! E isso está acontecendo! Hoje, no Dia da Pátria, 191 anos depois do Grito do Ipiranga, nasceu o CÍRCULO MONÁRQUICO BRASILEIRO, um grupo que agrupa e agrupará brasileiros que amam e respeitam sua História acima de tudo, e que se utilizará desa História para apresentar aos outros brasileiros uma melhor opção para o País!

Faça parte desse grupo!!! Conheça nossa Causa! Participe do grupo Nacional e o do seu Estado.
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domingo, 25 de agosto de 2013

O Medo de beber a Cicuta


O grande filósofo Sócrates, que por saber que de nada sabia, era o mais sábio dentre todos, foi a julgamento acusado de "corromper a juventude" da época. Ensinou-lhes a pensar e a não acreditar em tudo que lhes era dito pelas autoridades. 

Mesmo contra a vontade de seus alunos e amigos, Sócrates preferiu a morte! Poderia, indubitavelmente, ter escapado, mas seguiu sua sina. Manteve intacta sua honra. Foi seu último ensinamento para seus discípulos.

A preferência de Sócrates pela cicuta (veneno) tinha a sua lógica muito simples, mas que não é qualquer um que é Homem para seguir: Se eu tenho duas escolhas de caminhos a seguir, e em um deles, eu sei onde vai dar (e não é num lugar bom), e no outro, desconheço o seu final, ora... Que se escolha o que é desconhecido, pois pode ser que algo bom espere ao seu final.

Para o filósofo, permanecer naquele mundo, naquele momento e naquelas circunstâncias, era algo muito ruim. Seria como dar a vitória para as autoridades que o condenavam. Beber a cicuta, por outro lado, seria dar um passo a um destino incerto, pois não se sabe o que vem depois. Para ele, muito mais sábio seria seguir um caminho cujo destino poderia ser bom, à permanecer em um que não seria jamais.

Quando falo em Monarquia para as pessoas e quando elas se dão ao trabalho e interesse de ouvir, muitas delas mostram-se bastante interessadas! Todavia, muitas demonstram medo de uma mudança tão grande no Brasil. Simplesmente elas não usam a lógica de Sócrates. Se a república no Brasil já deu o que tinha que dar; se ela já se mostrou ineficiente após quase 125 anos, e se, PRINCIPALMENTE, não vislumbramos horizonte nenhum de mudança, por que não seguir por outro caminho cujo destino não sabemos onde vai dar? Uma coisa parece-nos certa, a nós, que conhecemos o Brasil Império menos deturpado pela ideologia republicana: com todos os pontos negativos possíveis acontecendo, ainda não ficaríamos em pior situação que a república. E as chances de voltarmos a darmos certo é muito grande. É preciso que uma geração que nasça no Império, chegue aos seus 25 anos e possa comparar os dois tempos. Nada mudará em 4 anos. Mas em 25, já veremos os primeiros frutos. Tenho certeza que a república não teria mais vez.

Portanto, que o ensinamento de Sócrates chegue até nós, brasileiros! Que possamos conversar com as pessoas e contar essa história do filósofo que preferiu a possibilidade de mudança à permanência do caos! É um argumento interessante e que pode ser resumido na seguinte pergunta:

"Se você tivesse uma escolha entre dois caminhos: 
um você já sabe que é ruim, e o outro você desconhece, por qual você seguiria?"

segunda-feira, 22 de julho de 2013

O Bebê Real


 Saudações, meus caros leitores! Como todos estão passando? 

A postagem desta semana está sendo escrita sob a beleza das melodias dos Beatles! Pura homenagem... Depois do "Casamento Real" (clique para ler minha postagem em outro blog), e o Jubileu de Diamante da Rainha Elizabeth II, chegou a vez de postar sobre o fruto do tão aclamado casamento: o bebê real!

Para nós, brasileiros, esses eventos só chamam a atenção por pura curiosidade. Para nós, a Monarquia ainda se faz tão distante quanto são os contos de fadas. Obra da república pós golpe de 15 de novembro de 1889. Mas esse não é, especificamente, o assunto de agora! Seja por curiosidade ou por admiração, o fato repercute por aqui! Mas e por lá?? E pela terra dos Garotos de Liverpool? Bem... lá tem um significado muito, mas muito maior!

Hoje, dia 22 de julho de 2013, Catherine, Duquesa de Cambridge (terceiro título de nobreza mais alto do Reino Unido, apenas atrás do de Rainha/Rei e Príncipe), deu a luz ao primeiro filho dela e de seu marido, Príncipe William, Duque de Cambridge, às 16 horas e 24 minutos (12:24 no horário de Brasília). O bebê é um menino que nasceu pesando 3,8kg. O bebê real ainda não teve o seu nome divulgado, diferentemente do nascimento de seu tio, o Príncipe Harry, que já teve seu nome anunciado logo após o nascimento. Já o avô do bebê, Príncipe Charles, só com um mês após seu nascimento seu nome tornou-se público. A previsão é que após a saída do hospital St. Mary, em Paddington (local de nascimento dos Príncipes William e Harry, filhos de Charles e Diana), o casal anuncie o nome do herdeiro. As maiores apostas (os britânicos adoram apostar), estão nos nomes de George (muito comum na Inglaterra) e James (nome do irmão da Duquesa). Só por curiosidade, o Brasil não costuma traduzir os nomes próprios em reportagens, enquanto Portugal o faz. Se o nome do bebê for George, em português seria Jorge. E se for James, em português sua tradução é Tiago.

Após esse momento de "cultura inútil" (mas nem tanto), continuemos...

Se para os brasileiros, o evento ou a mídia que se faz em cima disso, é exagerado, para os britânicos, o momento é de grande festa e extremamente válido! Vamos entender por qual motivo e perder um pouco do preconceito sobre o assunto, pois é muito comum chavões idiotas que falam de "mais um parasita", ou coisas piores. A falta de conhecimento gera tamanhos absurdos. Você não precisa ser monarquista ou concordar comigo, mas precisa ter conhecimento sobre o assunto para poder discordar de forma consistente e válida. Afinal, quão estúpidos são os britânicos, canadenses, holandeses, belgas, japoneses, dinamarqueses, suecos, espanhóis, etc. por manterem, em pleno século XXI, um sistema monárquico de governo, não? (Ironia Mode/ON - Talvez correto esteja o Brasil, em manter uma república tão corrupta).

O nascimento do "bebê real" é a certeza da continuidade da dinastia em vigor no Reino Unido. Em uma Monarquia Parlamentar, o Rei ou Rainha, cresce aos olhos da Nação, como aconteceu com William. Sabem o que significa? Um Chefe de Estado que está sendo preparado para exercer suas funções de Estado desde o seu nascimento, diminuindo drásticamente as chances de alguém incompetente subir ao cargo máximo de representante dos britânicos. O pai da criança é formado nas três Forças Armadas da Inglaterra e trabalha como piloto para a Aeronáutica. Ele tem, antes de todos, que dar exemplo à população. Tem que mostrar que há consequências de se nascer "Príncipe". Para os materialistas, ter de tudo é sinônimo de vida perfeita. Infelizmente são os de mente pequena. Crescer aos olhos de todos, sendo sempre vigiado por pessoas que esperam um mínimo de deslize para apontar, não deve ser fácil, mas em meio a tanta comoção e preparação, há como abdicar do cargo de Rei? Há sim, mas o peso de uma decisão dessa é inimaginável. Um sentimento de frustração tomaria conta do povo, mas que, irremediavelmente, viraria os olhos para o próximo da linha de sucessão, criado com o mesmo objetivo (por mais que nunca suba ao poder). Resumindo, ser Príncipe, é muito mais ônus do que bônus, em minha opinião.

Desde as últimas semanas, a Inglaterra estava agitada com a proximidade do nascimento do bebê. A jovem vida já recebeu, ao nascer, o título de Príncipe da Inglaterra e será o futuro rei do Reino Unido. Será, um dia, nomeado Chefe das Forças Armadas e Governador Supremo da Igreja da Inglaterra (Anglicana), além de, claro, Chefe de Estado e representante mor da População. É muita responsabilidade para quem ainda é um bebê, não? :)

Mesmo antes de nascer, o bebê real já tinha uma página extensa na Wikipédia e uma música foi feita em sua homenagem. O compositor real Paul Mealor criou a música Sleep On, segundo ele, para embalar a nova etapa da vida do casal. Confiram como a música é bonita:



Com o nascimento do herdeiro, a Linha de Sucessão ao Trono Britânico sofre leve alteração. O primeiro continua a ser Charles, filho mais velho da Rainha. O segundo continua sendo William, filho mais velho de Charles. E o terceiro, que era Harry, irmão de William, passa a ser o bebê, por ser primogênito de William. Harry, assim, vai para quarta posição.

O Rei ou a Rainha de uma Monarquia é o símbolo de união nacional. Em meio a todos os problemas que possam existir, uma Nação se amarra aos seus símbolos. Tivemos um recente exemplo na Bélgica. O (não mais) rei da Bélgica Albert II, renunciou ontem, Dia Nacional da Bélgica, em favor de seu filho, o agora rei, Philippe. Em meio a um país cheio de conflitos em relação à sua unidade, o momento de ontem foi de união, e por um momento, esqueceu-se das diferenças entre os grupos.

Voltando à Inglaterra...

Muitos foram às ruas, foram à frente do Palácio de Buckingham e a imprensa se postou à frente do St. Mary Hospital. Tudo no afã de conseguir informações sobre o nascimento do pequeno príncipe. Quando a acessora de imprensa da rainha saiu do hospital e colocou a mensagem que tudo estava bem, foi um júbilo nacional! Enfim, o bebê real tinha nascido e passava bem, assim como a mãe.

 "Sua Alteza Real A Duquesa de Cambridge deu a luz
hoje a um menino às 4:24pm.
Sua Alteza Real e seu bebê estão passando bem.
"
 - Tradução livre.

 Cartão do Google UK para homenagear a ocasião.
Através deles, internautas poderão enviar suas mensagens
de felicitações de qualquer parte do mundo.

 Multidão em frente ao Palácio de Buckingham

 Não importa a idade, o Reino está Unido!

 Muitas são as mensagens, no cartaz:
"Nós estamos orgulhosos de ter o Duque e a Duquesa
representando Cambridge"

Os bebês que nasceram hoje na Inglaterra receberão uma lembrancinha do The Royal Mint (órgão   do governo britânico responsável pela emissão de moedas). Duas mil e treze moedinhas de prata da sorte serão dadas de presente aos bebês ingleses nascidos neste dia. Segundo a tradição, uma moedinha de prata traz fortuna e saúde ao recém nascido.

 Para meninos e meninas.

O Primeiro Ministro Britânico David Cameron, fez o seu pronunciamento enquanto Kate estava dando a luz. Em suas palavras: "Estou certo de que pelo país inteiro e até fora dele, as pessoas vão estar celebrando e desejando o bem ao casal real. Têm sido anos memoráveis na Família Real. Um casamento que cativou o coração do povo, o magnífico jubileu e agora o nascimento real. E tudo isso de uma família que tem prestado a essa Nação um serviço incrível." (Tradução do G1)



O Bebê Real Brasileiro...
Muitos anos atrás, mais precisamente em 1825, no dia 02 de dezembro, nascia o primeiro bebê real brasileiro! D. Pedro II nasceu já como símbolo nacional e, arrisco dizer, de uma forma muito mais forte do que o herdeiro do trono britânico. Pelo andar da carruagem, o filho de William e Kate tem muito chão pela frente antes de se tornar rei. O nosso bebê real, órfão de mãe pouco tempo depois de seu nascimento, e órfão de pai já antes dos dez anos, foi "adotado" pela Nação. Uma história comovente e o bebê, por necessidade, teve sua maioridade antecipada. Aos 14 anos se tornou Imperador do Brasil.

Aclamado Imperador desde os cinco, D. Pedro II foi o símbolo máximo da união de nosso país. Muitas das revoltas separatistas que ocorreram na conturbada fase regencial, aconteceram, segundo alguns, pela falta de um Imperador no Brasil, visto que Pedrinho não tinha idade suficiente para assumir suas responsabilidades. Quando já tinha 14 anos, a situação no Brasil estava feia, e decidiu-se antecipar a maioridade do jovem Príncipe. Foi-lhe perguntado se queria assumir logo, ou se preferia esperar os 15 anos, e D. Pedro respondeu que queria já!

Tendo sido muito bem educado, tornou-se o Imperador filósofo, falava mais de dez idiomas (inclusive tupi, idioma tido como parte das raízes do Brasil) e foi exemplo de Chefe de Estado e Governo em todo o mundo. Segundo o Conde de Soderini, D. Pedro II, com exceção do Papa, seria a maior autoridade moral entre os homens da Terra. Histórias de um tempo em que o Brasil sabia preparar, desde o berço, a pessoa que um dia iria representar a Nação.

Muita coisa mais haveria para se falar da Família Real britânica. Informações que ajudam a quebrar o preconceito e a visão que se costuma ter da Família. Talvez eu o faça em outra postagem. A intenção dessa, é realmente de compartilhar a alegria do povo britânico com quem estiver lendo essas linhas.
 
Que Deus abençoe todos os bebês nascidos! E que a vida do bebê real inglês seja repleta de conquistas e felicidades! Que possa se tornar um soberano íntegro e que represente o seu povo de forma tão satisfatória como sua bisavó, a Rainha Elizabeth II.

Parabéns a William e Kate!

William e Catherine
Duque e Duquesa de Cambridge.

domingo, 9 de junho de 2013

Liga Monarquista Brasileira - Voluntários da Pátria


Saudações, caríssimos leitores!

Tenho o orgulho de anunciar a criação de uma Liga em prol do Brasil! Há tempos eu tive essa ideia, e acredito que ficou adormecida esperando o momento certo para nascer. É recém nascida ainda, mas somos uma Liga que pretende atuar em todo o Brasil com trabalhos voluntários, tendo em vista que a melhor maneira de lutar por um país melhor, é espalhando exemplo! 

A Liga dos Voluntários da Pátria atuará em praticamente todos os Estados do Brasil e nas mais diferentes áreas. É claro que, inicialmente, faz-se mister focar em ações solidárias mais comuns. Quando formos crescendo, começaremos a abranger outras áreas específicas. O legal da Liga é que cada qual pode ajudar na sua área de atuação.

A Liga Monarquista Brasileira abarca pessoas diversas. Não somos todos monarquistas, somos pelo bem do Brasil. O pano de fundo de tudo isso, sim, é o ideal Monárquico. Sou Monarquista convicto e acho, por inúmeras razões, que a Monarquia Constitucional Parlamentarista é o melhor sistema de governo para o Brasil. Entretanto, a Liga abraça todo e qualquer cidadão honrado que esteja com intenção de ajudar o próximo!

O carro chefe dessa Liga é o grupo "Voluntários da Pátria".  Em homenagem aos bravos heróis brasileiros que defenderam o nosso país na Guerra do Paraguai, muitos chamados de Voluntários da Pátria, foram homens de honra e hombridade que não aceitaram ver o nome da Nação vilipendiado. Nessa guerra em torno de 139 mil brasileiros lutaram, tendo sido 54.992 Voluntários.

Mais informações virão com o tempo! Aceitamos ajuda voluntária de diversas maneiras, basta nos procurar usando esta linda ferramenta que é a internet. :)
Os leitores deste Blog podem entrar em contato com a Liga e saber mais da seguinte forma:


quinta-feira, 30 de maio de 2013

Saudosismo.


Saudações Monárquicas!

Caros leitores, não é de hoje que encontramo-nos numa situação desesperadora, em relação à república brasileira. A cleptocracia tomou conta dos nossos governantes de uma forma assustadora. Talvez mais assustador que isso, é o fato de olharmos para o horizonte e não podermos vislumbrar sinal de mudança. 

Alguns chamam aos monarquistas de saudosistas. Eu costumava me opor à essa ideia. Hoje vejo que não há motivos para isso! Se ser saudosista é sentir falta de um país sério, é sentir saudades de termos homens públicos honrados; se ser saudosista representa gostar das coisas boas que passaram e ter esperança que elas possam voltar; se acusam-me de saudosismo pelo fato de querer seguir o exemplo de Sua Majestade Imperial D. Pedro II, de sua probidade; se mesmo a minha forma de me referir ao nosso último Imperador parece, para alguns, um anacronismo estúpido... Se isso é ser saudosista, eis aqui um verdadeiro homem repleto de saudosismo.

Certa vez li que "o certo é certo, ainda que ninguém esteja certo. E o errado é errado, ainda que todos estejam errados." Concordo com isso! Não importa se a hombridade dos homens, hoje, parece ser exceção. Não estou interessado em saber que me chamarão de idiota por não aproveitar uma oportunidade de levar vantagem em cima de alguém. Talvez meu Espírito tenha encarnado numa época a qual ele não se encaixa muito bem. Ou talvez exista algum sentido para isso. Uma espécie de resistência. Sei que não estou só nessa caminhada, mas não é fácil encarar o Brasil como ele está hoje.

Muitos monarquistas acreditam nisso! Muitos são pessoas honradas que só querem um futuro melhor para o nosso país. Futuro esse que mais de 120 anos de república não trouxe, e que caminhávamos até ele na época imperial, não importa quantos absurdos os livros tendenciosos da república contem.

No mais, encerro esta postagem com palavras saudosistas. Palavras escritas pelo homem público mais honrado que este país já gerou!
 
Terra do Brasil
 
Espavorida agita-se a criança,
De noturnos fantasmas com receio,
Mas se abrigo lhe dá materno seio,
Fecha os doridos olhos e descansa.
 
Perdida é para mim toda a esperança
De volver ao Brasil; de lá me veio
Um pugilo de terra; e neste creio
Brando será meu sono sem tardança...
 
Qual o infante a dormir em peito amigo,
Tristes sombras varrendo da memória,
Ó doce Pátria, sonharei contigo!
 
E entre visões de paz, de luz, de glória,
Sereno aguardarei no meu jazigo
A justiça de Deus na voz da História!
 
- D. Pedro II
 
Que assim seja...

terça-feira, 30 de abril de 2013

O Testamento do Almirante Tamandaré


Joaquim Marques Lisboa, o Almirante Tamandaré (Rio Grande, 13 de dezembro de 1807 — Rio de Janeiro, 20 de março de 1897), foi um militar da Marinha do Brasil. Na carreira, atingiu o posto de almirante, tendo os seus serviços à pátria sido reconhecidos pelo Império com a concessão do título de marquês de Tamandaré. Herói nacional, é o patrono da Marinha de Guerra do Brasil. O dia de seu nascimento, 13 de dezembro, é lembrado como o Dia do Marinheiro.

Participou nas lutas da guerra da Independência do Brasil, na Bahia, da Confederação do Equador e da repressão às revoltas ocorridas durante o Período Regencial: a Cabanagem, a Sabinada, a Farroupilha, a Balaiada e a Praieira.

No plano externo, participou da Guerra contra Oribe e Rosas e, com a eclosão da Guerra do Paraguai, comandou as forças navais em operação na bacia do Rio da Prata, em apoio à batalha do Passo da Pátria, à batalha de Curuzu e à batalha de Curupaiti.

A historiografia oficial parece omitir todo o primeiro parágrafo deste documento alterando-lhe com isso o sentido do texto. Em 23 de setembro de 1893, Tamandaré assim dispôs:

"Não havendo a Nação Brasileira prestado honras fúnebres de espécie alguma por ocasião do falecimento do imperador, o senhor D. Pedro II, o mais distinto filho desta terra, tanto por sua moralidade, alta posição, virtudes, ilustração, como pela dedicação no constante empenho ao serviço da Pátria durante quase 50 anos que presidiu a direção do Estado, creio que a nenhum homem de seu tempo se poderá prestar honras de tal natureza, sem que se repute ser isso um sarcasmo cuspido sobre os restos mortais de tal indivíduo pelo pouco valor dele em relação ao elevadíssimo merecimento do grande imperador.
Não quero pois, que por minha morte que me prestem honras militares, tanto em casa como em acompanhamento para sepultura.
Exijo que meu corpo seja vestido somente com camisa, ceroula e coberto com um lençol, metido em caixão forrado de baeta, tendo uma cruz na mesma fazenda, branca, e sobre ela colocada a âncora verde que me ofereceu a Escola Naval em 13 de dezembro de 1892, devendo colocar no lugar que faz cruz a haste e o cepo, um coração imitando o de Jesus, para que assim ornado signifique que a âncora cruz, o emblema da fé, esperança e caridade que procurei conservar sempre como timbre dos meus sentimentos. Sobre o caixão não desejo que se coloque coroas, flores nem enfeites de qualquer espécie, e só a Comenda do Cruzeiro que ornava o peito do Sr. D. Pedro II em Uruguaiana, quando compareceu como o primeiro dos Voluntários da Pátria para libertar aquela possessão brasileira do jugo dos paraguaios, que a aviltavam com a sua pressão; e como tributo de gratidão e benevolência com que sempre me honrou e da lealdade que constantemente a S.M.I. tributei, desejo que essa Comenda Relíquia esteja sobre meu corpo até que baixe a sepultura, devendo ficar depois pertencente a minha filha D.M.E.L. (Dona Maria Eufrásia Marques Lisboa) como memória d’Ele e lembrança minha.
Exijo que se não faça anúncios nem convites para o enterro de meus restos mortais, que desejo sejam conduzidos de casa ao carro e deste à cova por meus irmãos em Jesus Cristo que hajam obtido o foro de cidadãos pela lei de 13 de maio.
Isto prescrevo como prova de consideração a esta classe de cidadãos em reparação à falta de atenção que com eles se teve pelo que sofreram durante o estado de escravidão, e reverente homenagem à Grande Isabel Redentora, benemérita da Pátria e da Humanidade, que se imortalizou libertando-os.
Exijo mais, que meu corpo seja conduzido em carrocinha de última classe enterrado em sepultura rasa até poder ser exumado, e meus ossos colocados com os de meus pais, irmãos e parentes, no jazigo da Família Marques Lisboa.
Como homenagem à Marinha, minha dileta carreira, em que tive a fortuna de servir à minha Pátria e prestar algum serviço à humanidade, peço que sobre a pedra que cobrir minha sepultura se escreva: Aqui jaz o Velho Marinheiro."
 
Almirante Joaquim Marques Lisboa

Fonte - http://pt.wikipedia.org/wiki/Joaquim_Marques_Lisboa
 
E eu agora pergunto: é preciso dizer mais?
 
 

sábado, 30 de março de 2013

Exumando a História


Saudações Monárquicas!

Desde parte do ano passado, este Blog ficou com as postagens mensais. Entretanto, no mês de fevereiro, a postagem não foi possível. Espero que isso não volte a acontecer.

No início deste ano, tivemos uma boa notícia! Após 180 anos, o corpo do nosso primeiro Imperador, D. Pedro I, foi exumado para estudos e análises. Não só ele, mas os restos mortais de suas duas esposas também (D. Leopoldina e D. Amélia). O projeto faz parte de uma pesquisa de mestrado da historiadora e arqueóloga Valdirene do Carmo Ambiel. Com autorização da Família Imperial, e sempre sob sua supervisão, Valdirene fez seus estudos e contribuiu com a História do nosso país.

Alguns mitos propagados pela historiografia foram quebrados com os estudos dos restos mortais pela Faculdade de Medicina da USP. Os estudos e análises foram feitos entre os meses de fevereiro e setembro de 2012, mas divulgados apenas neste ano de 2013.

Vejamos alguns fatos que a pesquisa ajudou a esclarecer:

1 - D. Pedro I não foi cremado.

Era comum que se dissesse que o corpo de D. Pedro I teria sido cremado em Portugal. Havia, inclusive, quem duvidasse que em sua cripta estivesse algum resto mortal do Imperador. A informação está, inclusive, escrita no texto exposto no interior do Monumento  à Independência, no Ipiranga.

2 - D. Pedro I foi enterrado como general português.

Sabemos que o nosso primeiro Imperador era português. Veio para o Brasil quando criança com a Família Real Portuguesa em 1808. Entretanto, sabemos que D. Pedro adotou a "nacionalidade" tupiniquim. Lutou contra seu próprio país para tornar o Brasil livre, e assegurou a extensão territorial do Império Brasileiro. Ao abdicar do trono em favor de seu filho, D. Pedro de Alcântara, voltou à Portugal, derrotou seu irmão D. Miguel e ficou com o trono que lhe era de direito, tornando-se D. Pedro IV, de Portugal. Ao ser enterrado, não houve menção à sua época de Imperador do Brasil.

3 - D. Pedro I era mais baixo que o imaginado e aventureiro.

D. Pedro tinha entre 1.66 e 1.73. Portanto, não era tão alto. Sua ossada apresentava quatro costelas do lado esquerdo quebradas. Provavelmente de uma queda de cavalo. Isso pode ter agravado a tuberculose que o matou em 1834, ainda com 36 anos.

4 - D. Pedro I teria matado a própria esposa.

Um dos mitos criados e propagados, foi o de que a morte de D. Leopoldina (1ª esposa de D. Pedro I e mãe de D. Pedro II) teria sido ocasionada pelos maus tratos do marido. É fato que D. Pedro era irascível, mas muitos consideravam exagero tal hipótese. Acreditava-se que a mulher por trás da Independência do Brasil tinha um fêmur quebrado, devido à uma queda de escada ao ser empurrada pelo marido. História desmentida. D. Leopoldina não tinha tal fratura e, provavelmente, morreu devido às complicações do parto. D. Leopoldina foi enterrada com as roupas com que foi coroada Imperatriz do Brasil, em 1822.

5 -  D. Amélia foi mumificada.

Esta parte da história não consegui compreender muito bem. Não entendi se a tal mumificação foi intencional na época de sua morte, ou, como alguns amigos meus entenderam, que os diversos produtos que passaram nela, preservaram seu corpo. Unhas, cílios, cabelos... tudo isso estava em ótimo estado de conservação, tendo em vista que D. Amélia morreu há mais de 135 anos.

É importante que estudos desse tipo sejam frequentes. A única forma de desmistificar as barbaridades que se contam sobre o Império, é através do estudo sério e livre das amarras ideológicas republicanas.
Abaixo segue um vídeo e um link. O vídeo é da reportagem com a historiadora Valdirene. O link leva ao especial do Estadão sobre o assunto. Vale a pena conferir!


Link do especial do Estadão:


 

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

O Dia do Fico


Em 09 de janeiro de 1822, ano da Independência, o filho do Rei de Portugal que estava no Brasil como Príncipe Regente, declara em alto e bom som: "Se é para o bem de todos, e para a felicidade geral da Nação, estou pronto! Diga ao povo que eu fico!" Era um dos dias mais importantes para a História do nosso país. Era o dia em que começava a surgir, mais evidentemente, a trilha da Independência.

É notório que qualquer país grande e de primeiro mundo atualmente, conheça e respeite a sua História. Em países como os Estados Unidos, a maior parte dos cidadãos conhecem seu passado, suas personalidades históricas, seus ex presidentes, sua Constituição e mesmo Emendas Constitucionais. A máxima é simples: só se ama o que se conhece. É por isso que costumamos encontrar facilmente brasileiros que não amam o Brasil. Ou ao menos, não a sua História.

Pedir para um brasileiro (ainda que com ensino superior completo, o que ainda é raro), discorra um pouco sobre a História do Brasil desde a época que antecede a independência, é "dar com os burros n'água". Não obteremos respostas satisfatórias. Às vezes nem com nossos Professores de História.

No nosso país, o apego e respeito pelas tradições, pelos seus homens públicos (ainda que sejam os antigos, porque os de hoje não são exemplos para nada), pelos seus símbolos nacionais, são muito aquém de um mínimo esperado de um povo... de uma sociedade. Quantos cantam o hino corretamente? Quanto sequer, respeitam o momento em que o hino está tocando? Essa semana mesmo, fui a uma colação de grau e na hora de entoar o Hino, havia um casal conversando próximo a mim, e só cantavam no famoso "Entre outras mil, és tu Brasil..."

O Dia do Fico, geralmente como outros fatos do século XIX, parece não ter importância alguma para os professores de História e, muito menos, para os alunos. Se a escola entoa o Hino uma vez por semana, o aluno só gosta porque é um tempo a menos da aula daquele professor chato.

Fato é que, em 09 de janeiro de 1822, um português de sangue, mas brasileiro por escolha, declarou aos brasileiros e à Corte Portuguesa, que ficaria no Brasil. Adotou a causa dos brasileiros e soube renunciar ao trono quando o momento exigia. Sem grandes guerras, declarou a Independência e assinou sua abdicação.

O Brasil merece conhecer mais sobre um dos mais importantes homens que o país já teve:
D. Pedro I.

Enfim... não se ama, o que não se conhece!