terça-feira, 27 de dezembro de 2011

15 de Novembro de 1889 (Final)


Caros leitores,

Vimos nas últimas postagens como a Proclamação da República no Brasil aconteceu como um Golpe de Estado, sem participação popular e feita por uma ínfima parte do Exército brasileiro unida ao setor latifundiário, descontente com a abolição da escravatura sem nenhuma indenização para ele. A ausência de apoio da população ao golpe de 15 de novembro foi testemunhada e documentada por várias testemunhas. Arthur Azevedo (jornalista, poeta, contista e teatrólogo), o Conde de Weisersheimb (Embaixador da Áustria no Rio), o Visconde de Pelotas, o conspirador Aristides Lobo (jurista, político e jornalista republicano), Capistrano de Abreu (historiador), Joaquim Nabuco (jurista, político, diplomata, historiador e jornalista), dentre outros. (Não vou postar o que disse cada um aqui pois não é interessante a postagem ser enorme, mas quem quiser saber, poste em forma de comentário que eu respondo da mesma maneira).

Para vocês terem uma ideia, mesmo o Golpe de Getúlio Vargas do Estado Novo, mesmo o Golpe Militar em 1964 tiveram, ainda que em um primeiro momento, apoio da população. Na minha opinião então, o 15 de novembro foi (e é até hoje) o maior Golpe contra a democracia da História do nosso País.

Para finalizar essa série de três postagens sobre o 15 de novembro de 1889, transcreverei as palavras do sociólogo Gustave Le Bon:

"Um só país, o Brasil, tinha escapado a essa profunda decadência dos povos sul-americanos, em virtude de um regime monárquico que colocava o governo ao abrigo das competições. Depois o país ficou entregue a uma completa anarquia, e em poucos anos a gente incubida do poder dilapidou de tal maneira o tesouro, que os impostos foram aumentando em proporção desmedida.

Substituiu-se uma dinastia honesta por vinte e duas oligarquias com sede de roubar. Eis o que foi a Proclamação da República.
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1 - MONIZ, Heitor. O Segundo Reinado. Leite Ribeiro, RJ, 1928, p.258.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

15 de Novembro de 1889 (Parte II)

Hoje não escreverei com minas próprias palavras. Tem quem as escreveu melhor do que eu. Continuaremos nossa série de postagem sobre o fatídico 15 de Novembro com a intenção de apresentar ao leitor a outra face da moeda, algo que a doutrinação republicana lhes tirou a oportunidade. O texto a seguir foi retirado do livro "Revivendo o Brasil Império", de Leopoldo Bibiano Xavier, e mostra como o Golpe republicano foi um acontecimento inesperado e absurdo.

"O embaixador da França relatou ao seu país, na ocasião da proclamação da República: 'Dois mil homens, comandados por um soldado revoltado, bastaram para fazer uma revolução que não estava preparada, ao menos para já. Informações particulares permitem afirmar que os próprios vencedores não previam, no começo do movimento, as condições radicais que ele devia ter.'

"Quanto à organização das forças que derrubaram de supetão a Monarquia, elas lembravam mais uma geringonça andando aos solavancos do que um trem bem azeitado. O dia 15 foi repleto de lances de confusão, de líderes que deram shows de hesitação (a começar por Deodoro), de liderados que acreditavam em boatos e saíram de quartéis pensando que estavam apenas derrubando o Ministério.

"Benjamim Constant estivera com Deodoro, no dia 14 de novembro, e estava desolado. Aos descer do bonde no Largo de São Francisco, encontrou péssimas notícias sobre o estado de saúde do marechal.

- Creio que ele não amanhece, e se ele morrer a revolução está gorada. Os senhores civis, podem salvar-se, mas nós, militares, arrostaremos as consequências das nossas responsabilidades.

"Na tarde do dia 15, ao perambular pela cidade e constatar que pouquíssimas pessoas falavam de República, Constant percebeu o quanto a situação era esdrúxula. Encontrando o jornalista republicano Aníbal Falcão com um grupo de amigos, na Rua do Ouvidor, disse-lhes:

- Agitem o povo, que a República não está proclamada.

"Aníbal Falcão redigiu uma confusa moção, dizendo que o povo, reunido em massa, fez proclamar o governo republicano. E conseguiu colher cerca de 100 assinaturas do 'povo em massa'.

"A dificuldade realmente instransponível era fazer Deodoro aceitar um ministério presidido por Silveira Martins, que fora indicado ao imperador pelo Visconde de Ouro Preto. Eram inimigos desde o tempo em que o marechal serviu no Rio Grande do Sul, quando disputou com Silveira Martins as graças da Baronesa do Triunfo. Somente ao saber, já de noite, através de Benjamim Constant, que o Imperador havia nomeado Silveira Martins para a chefia do Ministério, Deodoro teria se resolvido a aceitar a instauração do regime republicano. Também se tentou que Deodoro fosse ter um encontro pessoal com D. Pedro II, mas o marechal recusou-se com estas palavras:

- Se eu for, o velho chora, eu choro também, e está tudo perdido.

A Princesa Isabel confirma:

'A ideia de chamar para formar o ministério a Silveira Martins, seu inimigo mortal (uma vez que Ouro Preto estava preso, e, dolto sob palavra, pediu demissão), facilitou o trabalho dos republicanos que o cercavam, os quais aproveitaram-se do descontentamento da situação e conduziram-no à República.'

"O marechal Deodoro jamais contestou que, até às vésperas de 15 de novembro, tivesse servido devotadamente ao Imperador. A sua adesão às ideias de Benjamim Constant data, talvez, de 10 a 12 daquele mês.
Certo dia, já presidente, recebeu Deodoro no Itamarati um cavalheiro que alegava ser republicano de longa data, batendo-se pela República desde 1875.

- Pois eu, meu caro senhor, não dato de tão longe. Eu sou republicano de 15 de novembro, e o meu irmão Hermes de 17!

"Deodoro era presidente da República, quando o convidaram para visitar o ateliê de Rodolfo Bernardelli, no qual se achava, quase concluído, o quadro representando a proclamação da República. Na tela, a sua figura aparece montando um bonito cavalo. Ele se voltou para os que o acompanhavam, e comentou:

- Vejam os senhores... Quem lucrou, no meio de tudo aquilo, foi o cavalo!"

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Pois bem, caros leitores. Vimos que a proclamação da república foi um golpe de tanta sorte que nem os mais interessados em proclamá-la pensaram que o golpe realmente daria certo. E a pergunta que fica no ar, até as próximas postagens é: E SERÁ QUE DEU CERTO?


sábado, 5 de novembro de 2011

15 de Novembro de 1889 (Parte I)


Em 15 de novembro deste ano de 2011, a República Federativa do Brasil faz 122 anos. Cento e vinte e dois anos são suficientes para um sistema de governo se mostrar eficiente ou não em um país. Muitos podem afirmar que esse sistema (republicano) no Brasil funciona. Isso mostra uma profunda ignorância sobre o que é uma verdadeira república. Dizer que o Brasil na época do Império (1822 - 1889) era "pior" do que a república, é ignorância histórica. Os fatos estão aí para serem analisados. Se os analisarmos livres das fontes completamente (e propositadamente) tendenciosas, livres da doutrinação republicana feita a partir de 15 de novembro de 1889, as conclusões seriam outras, sem dúvida alguma.

O Brasil republicano já presenciou sete constituições; inúmeros golpes (militares e civis) e até impeachment. Muitos são os argumentos para embasar a tese de que a "República no Brasil é coisa impossível porque será uma verdadeira desgraça." Esta frase foi escrita por Deodoro da Fonseca, um dos líderes do golpe que depôs o Imperador D. Pedro II e o exilou junto com toda a sua família.

A intenção de começar um ciclo de postagens com o título "15 de Novembro de 1889", é justamente a de esclarecer ou apresentar ao leitor, fatos que ocorreram naqueles dias. Fatos esses que serão transcritos em fonte primária (por quem presenciou os acontecimentos) ou por fontes outras que estão livres do guia politicamente correto republicano. Serão pelo menos mais umas três postagens, pois não pretendo fazer de cada postagem uma longa leitura, como é minha opção desde a primeira postagem deste Blog.

Por hora, o que me é interessante deixá-los cientes, é que o que aconteceu em 15 de novembro de 1889 foi um GOLPE DE ESTADO (derrube ilegal de um governo constitucionalmente legítimo), dado às escondidas por uma pequena parte do Exército brasileiro e SEM apoio popular. Como bem escreveu o jurista, político e jornalista Aristides Lobo (contemporâneo dos fatos):

"Por ora, a cor do governo é puramente militar e deverá ser assim. O fato foi deles, deles só porque a colaboração do elemento civil foi quase nula. O povo assistiu àquilo tudo bestializado, atônito, surpreso, sem conhecer o que significava. Muitos acreditaram seriamente estar vendo uma parada!"

(http://pt.wikipedia.org/wiki/Proclama%C3%A7%C3%A3o_da_Rep%C3%BAblica_do_Brasil)

Na próxima postagem entenderemos um pouco mais e conheceremos mais histórias interessantes sobre o exílio da Família Imperial brasileira.

domingo, 2 de outubro de 2011

A Questão Christie e a Moral do Brasil no Império (Final)

Nossa história sobre a Questão Christie se encerra hoje! De uma forma que a imensa maioria dos Professores de História não contam. Ou porque não sabem, ou ... sinceramente, não sei outra razão.

D. Pedro II tinha solicitado ao Rei da Bélgica que tomasse à frente das investigações e desse o parecer sobre o desfecho da história. Ainda assim nosso Imperador resolveu ROMPER AS RELAÇÕES DIPLOMÁTICAS entre o Brasil e a maior potência do mundo na época.

O tempo passou e o Rei da Bélgica deu plena razão ao Brasil. Cabia à poderosa Inglaterra pedir desculpas ao Brasil ou manter as relações diplomáticas rompidas. Dois anos passaram o Brasil e a Inglaterra com relações rompidas, e sabe quando reataram as negociações? Quando a Guerra do Paraguai já estava decorrendo. Lembram que dizem que o Brasil entrou na guerra pela pressão imperialista dos ingleses? Ora, os países estavam de relações diplomáticas rompidas, eu repito!

Sobre a conciliação entre os dois impérios, trascreverei aqui as palavras escritas pelo Conde D'eu, esposo da Princesa Isabel, que presenciou o dia em que aconteceu o fato.

"[Dia 22  de setembro) -  Chegou do Sul, por terra, o Sr. Thornton, ministro britânico em Buenos Aires. Vem encarregado pelo governo da rainha para exprimir ao imperador o seu pesar pelas violências que haviam praticado os navios da estação inglesa no Rio de Janeiro, em janeiro de 1863, e pela ruptura de relações diplomáticas que se lhes seguiu e que até hoje tem durado. O imperador marcou o dia de amanhã e a hora de meio-dia para o receber na barraca com toda a solenidade que as circunstâncias comportam. Foram convidados para assistir à cerimônia os comandantes de todos os corpos.

   23. — Cada um se veste o melhor possível para esta solenidade diplomática. Torna-se a armar a barraca com as velas e bandeiras; até se descobre um tapete. Ao lado forma um batalhão de linha completo; além dos oficiais convocados, muitos outros vieram, desejosos de assistir a esta satisfação que se vai dar à honra nacional.

   Tendo-se o imperador colocado ao fundo da barraca e a seus lados o ministro e as outras pessoas principais, o general Cabral introduz o Sr. Thornton, que veio da cidade em carruagem escoltada por um destacamento de cavalaria; veste o uniforme diplomático com a comenda da Ordem do Banho. Depois das três reverências do estilo pronuncia um longo discurso em francês e em seguida entrega ao imperador a carta da rainha Victoria. Responde-lhe o imperador igualmente em francês; e logo em seguida a música da Nictheroi, que está postada do lado de fora, toca "God save the Queen!" melodia que bem longe estávamos de supor que viéssemos ouvir aqui no fundo da província do Rio Grande do Sul."


Caros leitores, a poderosa Rainha Victoria enviou seu plenipotenciário para pedir desculpas OFICIAIS ao Governo brasileiro e ao Imperador D. Pedro II. Porque não se conta isso nas salas de aula do Brasil? Fica a reflexão...

Mas de uma coisa fiquem certos. No Império tínhamos Moral e Honra perante o mundo todo.

"O Imperador do Brasil [Pedro II] era amado em todo o mundo, e era naquele tempo, juntamente com o Papa, a maior autoridade moral entre os homens de todos os países." (Conde Soderini)

sábado, 24 de setembro de 2011

A Questão Christie e a Moral do Brasil no Império (Parte II)

Em 1862, um grupo de marinheiros embriagados estavam a fazer arruaças pelas ruas da capital do Brasil na época, o Rio de Janeiro. Acontece que esses marinheiros estavam à paisana e não eram brasileiros, mas ingleses. Os marinheiros foram presos, pois estavam a perturbar a ordem pública.

Outro incidente ocorrido, para agravar a situação diplomática entre os dois impérios (Brasil e Inglaterra), foi o naufrágio do navio inglês "Prince of Wales", na costa da província do Rio Grande do Sul, tendo sua carga sido perdida, talvez roubada.

Quando soube do ocorrido, o plenipotenciário inglês, William Dougal Christie, decidiu tomar suas atitudes. Exigiu do Imperador D. Pedro II pedidos de desculpas pelo fato ocorrido e uma indenização pela perda da carga do navio. O nosso Imperador, não concordando com a situação, negou-se a atender tais exigências, o que fez com que Christie tomasse atitudes mais drásticas, acirrando os ânimos de todos.

O aprisionamento de alguns navios mercantes brasileiros pelo subordinado da Rainha Vitória revoltou os brasileiros, e logo, na Baía de Guanabara, podiam ser vistas as naus britânicas apontando seus canhões para os passageiros das barcas de Niterói.

O povo sabia que a violência inglesa não era justa, e correram até o Paço da Cidade para encontrar o Imperador, que estava reunido com o Conselho de Estado. Milhares pediam a D. Pedro que não se demorassem as represálias às atitudes do embaixador inglês. Afinal, a honra do Brasil estava em jogo.

As palavras de D. Pedro II foram essas:
"- Calma, calma, senhores! Eu sou primeiro que tudo brasileiro, e como tal, mais do que ninguém, estou empenhado em manter ilesas a dignidade e a honra da Nação. E assim como confio no entusiasmo do meu povo, confie o povo em mim e no meu Governo, que vai proceder como as circunstâncias requerem, mas de modo que não seja ultrajado o nome de brasileiros, de que todos nos ufanamos. Onde sucumbirem a honra e a soberania da Nação, eu sucumbirei com elas. Confiem no meu Governo, e fiquem certos de que sem honra, não quero ser Imperador!"

O Imperador cercado pelas pessoas que desaprovavam
as atitudes do embaixador inglês.

Quadro: Estudo para a Questão Christie (1864)
de Victor Meirelles

O que fez D. Pedro II? O que aconteceu com a relação diplomática dos dois países? O Brasil cedeu às pressões da principal potência do planeta da época, e detentora da mais poderosa frota marítima? Aguardem a próxima postagem! :)

sábado, 17 de setembro de 2011

A Questão Christie e a Moral do Brasil no Império (Parte I)

Caros leitores,

hoje inicia-se uma nova série de postagens deste Blog. O objetivo é relatar com fatos (muitas vezes escondidos pela História tradicional) o embate diplomático entre o Brasil Império e a maior potência do planeta da época, a Inglaterra. Embate este que provocou o rompimento das relações diplomáticas entre os dois impérios e que mostrou a dignidade a qual o Brasil, bem como seu Imperador, D. Pedro II, gozavam.

Antes de conhecermos mais sobre o que foi a Questão Christie, é interessante compararmos a moral que o Brasil tinha naquele tempo, com a que usufruímos hoje. Outros países, atualmente, nos vêem apenas como o país do futebol e carnaval (mesmo nós brasileiros costumamos seguir essa máxima). Promiscuidade no carnaval, "jeitinho brasileiro" em todos os âmbitos da sociedade, brasileiros sendo deportados e impedidos de entrar em alguns países como a Espanha (em casos que não havia nada de errado com a documentação das pessoas), piadas de comediantes internacionalmente famosos sobre as drogas no nosso país... enfim, se ilude quem pensa que brasileiro é bem visto no mundo inteiro. Se ilude mesmo!

O Brasil precisa recuperar sua dignidade enquanto Nação soberana! Nunca a recuperaremos enquanto tivermos chefes de Estado corruptos e que não dão o exemplo. Isso, para mim, é fato! Uma República Parlamentarista não resolveria o problema. Imaginem um Chefe de Estado e um Chefe de Governo de partidos opostos... A confusão ia ser grande e praticamente nada funcionaria.

Em uma Monarquia Parlamentar, o Chefe de Estado sendo o Imperador (pessoa indicada para o cargo, pois vem de uma família cuja vida pública é conhecida e educado desde cedo para assumir tal função), alguém supra partidário que não deve sua posição a nenhum partido político, apenas ao Povo, do qual é representante maior, temos a chance de ter alguém que represente bem o Brasil e seu povo fora do país e que sirva de exemplo e modelo de cidadão a ser seguido pelos outros.

A partir da próxima postagem, entenderemos melhor como essa moral pode influenciar um povo inteiro. Termino esta postagem com a frase de Monteiro Lobato sobre essa honra no Trono brasileiro:

"O juíz era honesto, se não por injunções da própria consciência, pela presença da Honestidade no trono. O político visava o bem público, se não por determinismo de virtudes pessoais, pela influência catalítica da virtude imperial. As minorias respiravam, a oposição possibilitava-se: o chefe permanente das oposições estava no trono. A justiça era um fato: havia no trono um juiz supremo e incorruptível."

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Independência ou Morte!

 D. Pedro I

Ele foi um português de sangue Real e um brasileiro por escolha, bem como sua esposa D. Leopoldina, arquiduquesa da Áustria que adotou o Brasil (e foi adotada pelo povo) como seu país. O casal que deu a real origem as cores da nossa Bandeira (Verde, Casa Real dos Bragança; Amarelo, Casa Real dos Habsburgo), formaram, junto com o povo, o 1º Império dos Trópicos na América: o BRASIL. "Ele" era D. Pedro de Bragança e Bourbon.

Para quem não sabe, D. Leopoldina foi uma das maiores incentivadoras em prol da Independência do Brasil. Em outra oportunidade falarei mais sobre ela aqui no Blog. Como não posso comentar muitos pormenores sobre o processo de separação política do nosso País, limito-me hoje a comentar sobre o grande 7 de setembro.
D. Leopoldina

D. Pedro, então Príncipe Regente, vinha tomando decisões que desagradavam as Cortes Portuguesas, que já haviam partido de volta para Portugal. Em 09 de janeiro do ano da Independência, um documento organizado pelo Partido Brasileiro juntou nove mil assinaturas pedindo ao Príncipe que se negasse a obedecer as ordens vindas do Reino Português que exigia sua volta imediata. Ao ler o documento, D. Pedro assentiu em permanecer no Brasil. Foi neste dia e episódio que D. Pedro proferiu àquela frase: "Se é para o bem de todos, e para a felicidade geral da Nação, estou pronto! Diga ao Povo que eu fico!". Os contemporâneos estavam presenciando um dia que entraria para a História como um dia de importante avanço rumo à Independência. Era o Dia do Fico.

Aos poucos, as ações de D. Pedro mostravam claramente sua coragem e bravura de lutar contra as amarras de Portugal. A partir daí, o Príncipe demitiu o todo o Ministério composto por portugueses e admitiu um novo, composto só por brasileiros, sob a chefia de José Bonifácio.

Já em maio de 1822, D. Pedro decidiu que qualquer ordem que chegasse de Portugal ao Brasil só seriam executadas se houvesse sua expressa autorização. Em junho convocou uma Assembleia Constituinte, ou seja, o recado estava claro: o Brasil teria suas próprias leis, não mais estaria subordinado às leis portuguesas. Foi por essas e outras que D. Pedro recebeu o título de Defensor Perpétuo do Brasil pela Câmara do Rio de Janeiro.

No dia 07 de setembro de 1822, D. Pedro voltava de Santos e o correio lhe alcançou. Recebeu três cartas. Uma delas era de seu pai, o Rei D. João VI de Portugal, que exigia seu imediato retorno para a Europa sob pena do Brasil ser invadido por tropas portuguesas. Outra carta era de José Bonifácio, que dizia que chegara a hora do Príncipe tomar uma decisão. A terceira carta era de sua esposa, D. Leopoldina, e lhe aconselhava prudência.

Após ler as cartas, amassá-las e pisoteá-las, D. Pedro montou seu burro (provavelmente), cavalgou até a colina e gritou para sua guarda de honra:

"Amigos, as cortes de Lisboa nos oprimem e querem nos escravizar... Deste dia em diante, nossas relações estão rompidas". Após arrancar a insígnia portuguesa de seu uniforme, o príncipe sacou a espada e gritou: "Por meu sangue, por minha honra e por Deus: farei do Brasil um país livre". Em seguida, erguendo-se nos estribos e alçando a espada, afirmou: "Brasileiros, de hoje em diante nosso lema será: Independência ou morte". Eram 4 horas da tarde de 7 de setembro de 1822.
D. Pedro foi coroado Imperador D. Pedro I e governou o Brasil por quase 10 anos.
O Brasil, depois de 322 anos, estava livre!

domingo, 21 de agosto de 2011

A Longa Mordaça Republicana


Caros leitores, me proponho a tecer comentários hoje sobre a perseguição sofrida por Monarquistas no Brasil por praticamente um século. Exatamente! Por quase 100 anos ficou proibida a defesa do ideal Monárquico no Brasil por quem quer que fosse. Se a Cláusula Pétrea da Constituição de 1891 (1ª republicana) não tivesse sido alterada na Constituição de 1988 (7ª republicana), eu estaria, neste momento, cometendo um crime contra a Nação!

Simplesmente não era aceito pelo governo republicano discutir sobre o sistema e a forma de governo no nosso País. Segundo artigo da Wikipedia, as cláusulas pétreas "são limitações materiais ao poder de reforma da constituição de um Estado. Em outras palavras, são disposições que proíbem a alteração, por meio de emenda, tendentes a abolir as normas constitucionais relativas às matérias por elas definidas. A existência de cláusulas pétreas ou limitações materiais implícitas é motivo de controvérsia na literatura jurídica. (...) São cláusulas que não podem ser mudadas, são imutáveis."

Da última Constituição vigente do Brasil (1988), estas são as cláusulas pétreas:
  • A forma federativa de Estado;
  • O voto direto, secreto, universal e periódico;
  • A separação dos Poderes;
  • Os direitos e garantias individuais;
  • A República (Implícita na constituição).

Enquanto a organização de partidos políticos monarquistas, bem como as organizações nos termos da lei de agremiações ou associações que defendessem a Monarquia ficaram proibidas desde 1891 (até 1988), os republicanos não encontravam reciprocidade de amordaçamento durante o Império. Ao contrário, defensores da república tiveram liberdade para difundir suas ideias, formar partidos políticos, realizarem congressos, tudo isso defendido pelo próprio Imperador, sempre a favor da Constituição de 1824 (única do período imperial).

Pessoas que aproveitaram o gosto da liberdade de expressão (republicanos) por certo acharam que isso seria um risco para os seus interesses e logo trataram de criar a cláusula pétrea para silenciar o povo simpático à Monarquia.

Não podemos esquecer que logo após o golpe republicano, a Família Imperial foi exilada, só sendo revogada a Lei do Banimento na década de 1920 pelo presidente Epitácio Pessoa.

Afinal, por que o governo republicano tem tanto medo da Monarquia e dos Monarquistas? Será que uma super propaganda anti-monarquia por mais de um século não foi suficiente?

Os que estão no poder não têm interesse que você conheça a Real História do Brasil. Abram os olhos... Leiam bastante!

Fica a reflexão.

sábado, 13 de agosto de 2011

O Império Abolicionista (Final)

 Pena de Ouro utilizada por D. Isabel na assinatura da Lei Áurea

Caros leitores,

esta é a última postagem da série "O Império Abolicionista", que, como bem sabem, tem o objetivo de desmistificar a qualidade de "Império escravista" que os livros didáticos republicanos insistem em apresentar.
Visto que já se foi mostrado a ação abolicionista de D. Pedro II, hoje irei focar na mulher que assinou a Lei que extinguiu a escravidão do Brasil: Sua Alteza Imperial e Real Dona Isabel, a Redentora.
Em 13 de maio de 1888 é assinada a Lei 
que aboliu a escravidão no Brasil.

Muitos pensam que o papel da Princesa na Causa Abolicionista foi apenas o de assinar a Lei Áurea, em 13 de maio de 1888. Contudo, D. Isabel foi uma das mais ferrenhas combatentes em favor da causa. Ia discursar para deputados e senadores sobre a importância de se acabar com a escravidão no Brasil, e por muitos, não era bem recebida. Pode-se até dizer, sem medo de errar, que se não fosse sua ação pacificadora, talvez a Lei de libertação total não se teria feito sem sangue. Foi D. Isabel quem incentivou os defensores da Lei do Ventre Livre quando estes achavam a causa enfraquecida; foi ela quem preparou o ambiente para a Lei dos Sexagenários; e também foi a Princesa quem apressou a vitória total dos cativos, atitude que sabia que comprometeria, muito possivelmente, o seu futuro trono imperial (e foi o que aconteceu).
Missa em Ação de Graças pela abolição realizada 03 dias depois de promulgada 
a Lei Áurea - vê-se a Princesa Isabel e o Conde D'eu ao fundo no centro - RJ - 16.05.1888

Vejam essa passagem retirada do livro "Revivendo o Brasil Império":

"A Princesa Isabel insistia com o Barão de Cotegipe para que o Ministério assumisse uma posição mais decidida na questão da abolição, sem o que sua força moral cada vez mais se perdia. Cotegipe aconselhou-a a manter-se neutra como a Rainha Vitória, numa disputa que dividia profundamente os partidos. Ela retorquiu:
- Mas eu tenho o direito de manifestar-me, e a Rainha Vitória é justamente acusada por sua neutralidade, prejudicial aos interesses da Inglaterra." (Gtifo nosso)

Lembro de ter lido um texto uma vez, que denegria a imagem da Princesa Isabel (colocando-a como uma "princesinha branca" num contexto claramente pejorativo) e enaltecendo o Zumbi dos Palmares, visto por muitos como a real representação da resistência contra a escravidão. Outra invenção republicana. A quem se interessar de estudar mais a fundo o tema, saberá que o próprio Zumbi (que morreu dia 20 de novembro, daí esta data ser comemorada como o Dia da Consciência Negra) tinha escravos. "Como assim, Zumbi, um símbolo da resistência à escravidão, possuía escravos?" Pois é, caro leitor... há muito o que se descobrir sobre nossa História REAL.
Missa campal de Ação de Graças no Rio de Janeiro reúne a princesa Isabel 
e cerca de vinte mil pessoas celebra a abolição no dia 17 de maio de 1888.

Esta postagem será um pouquinho maior, pois está encerrando o tema.

Leiam esta outra passagem do livro citado anteriormente:

"Entusiasmada pela veneração com que a saudavam os abolicionistas jubilosos, após a assinatura da Lei Áurea, a Princesa Isabel se encontrou com o Barão de Cotegipe, que fora o Chefe do Gabinete de 1886 - 1888, e que, nessas funções, lhe observara os riscos que corria a sorte do Império com a providência radical que os abolicionistas pleiteavam:

- Então, Sr. Cotegipe! A abolição se fez com flores e festas. Ganhei ou não a partida?

O Barão, cujas previsões políticas o haviam apeado do poder, mas que continuara a opor-se de corpo e alma à extinção do cativeiro, pelo colapso econômico que disso sobreviria, fitou-a e respondeu:

- É verdade. Vossa Alteza ganhou a partida, mas perdeu o trono.

Pouco tempo depois foi proclamada a República.
A Princesa Isabel, ferida pelo destronamento, ao passar pela sala do Paço onde assinara a Lei Áurea, bateu com energia na mesa em que a subscrevera, e disse:

- Se tudo o que está acontecendo provém do decreto que assinei, não me arrependo um só momento. Ainda hoje o assinaria!" (XAVIER, Leopoldo Bibiano, 1991. pág. 166)


Lei Áurea

Encerrarei esta postagem com essas belas quadrinhas populares cantadas pelas crianças brasileiras, confirmando o sentimento popular carinhoso que nosso povo tinha pela Princesa:

"Princesa Dona Isabel,
Mamãe disse que a Senhora
Perdeu seu trono na terra,
Mas tem um mais lindo agora.

No céu está esse trono
Que agora a Senhora tem,
Que além de ser mais bonito
Ninguém lho tira, ninguém."

(José Honório Rodrigues, Atas do Conselho de Estado - Vol. X - Senado Federal, Brasília, 1973)


sábado, 30 de julho de 2011

O Império Abolicionista (Parte III)

Muitos são os casos ocultados pela História tradicional (leia-se reublicana) que comprovam o ardor com o qual D. Pedro II defendia a liberdade dos escravos. Ora, com isso podemos até comprovar que o Poder Moderador era muito mais um instrumento para se manter o equilíbrio entre os outros poderes e intervir quando os interesses da Nação não estivessem sendo respeitados, do que um instrumento absolutista a ser usado quando o Imperador assim o quisesse. Sendo tão ferrenho defensor da abolição, poderia passar por cima da Constituição e decretar a liberdade de todos. Acontece que a ideia de "instrumento absolutista" também é distorcida. Fato é que quem se der ao trabalho de ler a Constituição de 1824 (única do Império), perceberá que muito provavelmente hoje, o presidente da república dispoe de mais poderes do que o Imperador do Brasil de outrora.

Vejamos mais alguns casos interessantes sobre a relação do Imperador com a questão abolicionista:
"Votava-se no Senado a Lei do Ventre Livre, a 28 de setembro de 1871. Nas galerias repletas, apareciam as figuras mais eminentes do mundo diplomático. A discussão do projeto foi brilhante e vigorosa, sob a presidência do Visconde de Abaeté. Quando se verificou, pela votação, a vitória do Visconde do Rio Branco, que defendera a aprovação da lei, o povo que enchia as galerias irrompeu em manifestações ao grande estadista, lançando-lhe sobre a cabeça braçadas e braçadas de flores.
Terminada a sessão, o embaixador dos Estados Unidos, James Rudolph Partridge, desceu ao recinto para felicitar o presidente do Conselho e os senadores que haviam votado o projeto. Conlhendo algumas flores, das que o povo atirara a Rio Branco, declarou:
- Vou mandar estas flores ao meu país, para mostrar como aqui se fez, deste modo, uma lei que lá custou tanto sangue.
Foi em Alexandria, no Egito, que D. Pedro II soube que em seu vasto Império, a partir de 28 de setembro de 1871, todas as crianças nasceriam livres. O Visconde de Itaúna, camarista de D. Pedro, anotou em uma carta:
- Eu nunca vi o Imperador tão satisfeito."¹

Alguns dizem que o Imperador foi o emancipacionista "mais pertinaz e mais constante que o Brasil possuiu" (Bibiano Xavier, 1991).
Além de ter libertado os 40 escravos que recebeu de herança ainda aos 14 anos, tomou emprestado a quantia de sessenta contos de réis e entregou a seu mordomo para comprar anonimamente um lote de escravos. Em seguida libertou-os e os empregou no serviço da imperial quinta de Santa Cruz, dando-lhes salário mensal, assistência médica e educação dos filhos.

Ainda favoreceu a libertação dos escravos que decidissem lutar na Guerra do Paraguai e libertou às suas custas as mulheres e filhos (assegurando a educação destes) dos defensores da Pátria da Fazenda de Santa Cruz.

Por fim (desta terceira parte, que não será a última) gostaria de transcrever um trecho do livro que já citei em post anterior: Revivendo o Brasil Império:

"Quando foi promulgada a Lei Áurea, D. Pedro II se encontrava em Milão, gravemente enfermo. Fora atacado de uma pleurisia, complicada febre palustre. Os médicos aconselharam a ocultar do paciente as notícias que chegavam do Rio diariamente.
A 22 de maio os médicos perderam as esperanças de salvá-lo, e declararam à Imperatriz que chegara o momento de chamar o sacerdote. O arcebispo de Milão assistiu D. Pedro II, que após a confissão recebeu os últimos sacramentos da Igreja Católica. Ele estava de tal modo enfraquecido, que mal podia falar.
A Imperatriz achou conveniente, então, informá-lo da grande notícia recebida no dia 13. Imediatamente seu olhar se reanimou.

- Não há então mais escravos no Brasil?
- Não. Votou-se a lei em 13 de maio. A escravidão foi abolida.
- Rendamos graças a Deus! Telegrafem imediatamente à Isabel, enviando-lhe a minha bênção com os meus agradecimentos à Nação e às Câmaras.

Depois voltou-se ligeiramente. Os que o cercavam julgaram que estivesse moribundo. Mas seu patriotismo deu-lhe forças para pronunciar estas tocantes palavras:

- Grande povo! Grande povo!...

E correram lágrimas de seus olhos.
A alegria profunda que sentiu, ao saber que todos os seus súditos seriam livres para o futuro, produziu em todo o seu ser uma comoção eficaz e salutar. Desde então se acentuaram as melhoras. Aos poucos desapareceu o perigo, e ele não tardou a restabelecer-se."²

__________
1 - MOSSÉ, Benjamin. Vida de Dom Pedro II. Cultura Brasileira, SP, 1889, p.322.
2 - XAVIER, Leopoldo Bibiano. Revivendo o Brasil Império. Artpress, São Paulo, 1991.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

O Império Abolicionista (Parte II)

Foi durante o Segundo Império (1840 - 1889) que as diversas leis que proibiram o tráfico de escravos e foram, aos poucos, libertando-os, ganharam forma e corpo. Acontece que D. Pedro II e a Família Imperial não tinham razões para apoiar a escravidão. Os que apoiavam eram os donos de escravos, na maior parte, latifundiários. 

Vejamos alguns fatos curiosos que comprovam o não apoio à escravidão por parte da Família Imperial.

É fato que D. Pedro II não possuía escravos que trabalhassem para ele, preferia o trabalho assalariado, bem como o fazia a Princesa Isabel. Possuía amigos negros, inclusive seu tutor desde a infância, o afro-brasileiro Rafael, veterano da Guerra da Cisplatina (Rafael viria a falecer em 15 de novembro de 1889, com mais de 80 anos, quando soube que o Imperador seria exilado do Brasil). O engenheiro André Rebouças, também negro, autoexilou-se à época da proclamação da república, em solidariedade. Em um período onde era comum o entendimento científico de que existia de fato uma separação racial entre brancos, negros e amarelos, o Imperador sempre demonstrou um profundo ceticismo quanto a tal teoria e nunca se deixou convencer pela tese de diferenciação racial.¹
 
Quando foi declarado maior de idade, aos 14 anos, recebeu de herança 40 escravos e mandou libertar todos.²

[A seguir, trecho do livro "Revivendo o Brasil Império"]
 
O literato e diplomata argentino Hector Varela ouviu do Imperador:
- A escravidão! Acredita o senhor que haja no Brasil algum compatriota que deseje mais ardentemente do que eu a abolição? Nenhum! E os primeiros a saber como eu penso são os que trabalham à frente do belo movimento de emancipação. Alguns me atacam, com marcada injustiça, afirmando que eu retardo a hora, que no entanto será a mais feliz do meu reinado, em que não haja um só escravo em minha Pátria, e que o último desses infelizes seja tão livre quanto eu."³

(...)[Ainda no mesmo livro]
 
Em 1850, quando se discutia a lei de repressão do tráfico de escravos, e se mostrava ao Imperador os perigos a que a lei exporia o trono, D. Pedro II, então com 25 anos, replicou com energia:
- Prefiro perder a coroa a tolerar a continuação do tráfico de escravos.

______
Fiquem atentos às próximas postagens... há muito mais a ser dito para desmistificar a ideia de "Império escravista".
 
 
1 - LOEWENSTAMM, Kurt. Imperador D. Pedro II: O Hebraísta no Trono do Brasil. Centauro, 2002.
2 - Loewenstamm, 2002.
3 - XAVIER, Leopoldo Bibiano. Revivendo o Brasil Império. Artpress, São Paulo, 1991.

sábado, 16 de julho de 2011

O Império Abolicionista (Parte I)

 
Caros leitores,

muitos hão de estranhar o título desta postagem "O Império Abolicionista", visto que é muito comum escutarmos ou lermos a expressão "O Império Escravista". A intenção desse post então, é apresentar-lhes fatos e argumentos que a doutrinação do ensino republicano não lhe deu chances de conhecer. Como o assunto é interessante e, por que não, polêmico, haverá continuação deste assunto em postagens seguintes.

Antes de mais nada, não houve cidadão mais interessado na abolição dos escravos do que Sua Majestade D. Pedro II (Acompanhe as próximas postagens). Acontece que os escravos, desde a época colonial, formavam a base da economia brasileira. Por mais estranho que possa apresentar-se esta ideia, libertar os escravos sem mais nem menos, sem um plano para tal, levaria o país ao buraco, economicamente.

Já foi dito e repetido neste blog que a propaganda anti-monárquica no pós golpe republicano foi e é muito forte. Pensemos por exemplo que uma das causas da queda do Império foi a abolição da escravidão. A Lei Áurea, assinada pela Princesa Isabel em 13 de maio de 1888, serviu para que os grandes proprietários de terras, donos de escravos, se juntassem ao ínfimo grupo do exército e ajudassem na proclamação da repúplica. Ou seja, sempre pressionou-se o Império a abolir a escravidão. Quando isso aconteceu, um ano depois, a Monarquia sofre um golpe e é derrubada do poder. As pessoas até conhecem isso, mas parece que não raciocinam sobre.

Nas próximas postagens veremos alguns fatos que comprovam a ação abolicionista de D. Pedro, da Princesa Isabel, confrontaremos a criação de personagens idealizados como Zumbi dos Palmares e mostraremos, "por A + B", que o Império era Abolicionista! Aguardem...

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Uma Rainha ou 11 Presidentes?

Caros leitores,

 hoje irei alertá-los, uma vez mais, para o fato da importância do cargo de Chefe de Estado estar separado do cargo de Chefe de Governo. (Se você não viu as outras postagens sobre isso, CLIQUE AQUI)

Lembro-lhes que um Chefe de Estado desempenharia com excelência sua função se, desde tenra idade, fosse educado para isso. É o caso dos Reis e Rainhas. Quando se cresce aos olhos da Nação e se vai, aos poucos, desenvolvendo habilidades para tal, não resta dúvida de que as chances de um Chefe de Estado agir de forma inconsequente são drasticamente diminuídas. Conhecer melhor seu país, os problemas (econômicos e sociais) que o aflinge, o seu povo, sua História... tudo isso é prioridade para o Príncipe que torna-se capaz de assumir o trono desde pouca idade.

A citar um exemplo brasileiro, D. Pedro II, que assumiu o cargo de Imperador entre seus 14 e 15 anos de idade. A Constituição brasileira na época teve que ser alterada para não se passar por cima de lei, respeitando assim os princípios democráticos então vigentes. O mais curioso é que o grupo que tomou a iniciativa de antecipar a maioridade de Pedro de Alcântara, para que ele pudesse assumir, não agiu corretamente nas chamadas Eleições do Cacete, obrigando o jovem Imperador do Brasil a destituí-los de seus cargos e convidar a oposição para assumir. Ora, não importa se os chamados liberais ajudaram na maioridade antecipada de D. Pedro II, um Imperador não governa pelos seus interesses, e sim pelos interesses da Nação. É a prova de que quando se é educado para tal fim, as chances de se "construir" alguém incapacitado para exercer tal função, é pequena.

Vamos ao exemplo da Monarquia mais conhecida atualmente: O Reino Unido.

A Rainha Elisabeth II já ocupa a Chefia do Estado há quase 60 anos, e ela, por estar há tanto tempo no cargo, é a pessoa mais indicada a representar o povo britânico. Até hoje, para as decisões importantes serem tomadas no Reino, principalmente no que diz respeito à saúde, educação e mesmo política, assuntos que dizem respeito diretamente ao povo, devem antes passar pela experiência e conhecimento da Rainha.

Afinal, para ocupar a Chefia de Estado da Grã-Bretanha quem seria melhor? A Rainha ou onze diferentes presidentes? (A comparação também serve ao Brasil, visto que D. Pedro II ocupou o cardo de Imperador por 49 anos e saiu quando foi destronado num golpe contra a Constituição)

→ Onze homens (Presidentes dos EUA) x Uma Rainha
Quem conhece melhor seu povo?

A Rainha e Barack Obama

A Rainha e George W. Bush

A Rainha e Bill Clinton

A Rainha e George Bush (pai)

A Rainha e Ronald Reagan

A Rainha e Jimmy Carter

A Rainha e Gerald Ford

A Rainha e Richard Nixon

 A Rainha e John Kennedy

 A Rainha e Dwight Eisenhower

A Rainha e Harry Truman

sábado, 18 de junho de 2011

A Família Real - Sucessão: D. Rafael

 D. Rafael de Orleans e Bragança

"Já desde pequeno o meu pai fala do 
compromisso que tenho com o País. 
É um privilégio saber que carregamos isso, 
de representar e servir o Brasil." 

D. Rafael Antônio Maria José Francisco Miguel Gabriel Gonzaga de Orleans e Bragança e Ligne nasceu em 24 de abril de 1986. É Príncipe do Brasil e Príncipe de Orleans e Bragança. É o terceiro filho e segundo varão de D. Antônio e de D. Cristina de Ligne, Princesa de Ligne.

Atualmente reside no Rio de Janeiro e é engenheiro de produção, graduado pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Três anos mais moço que D. Pedro Luiz (falecido em acidente aéreo em 31 de maio de 2009), tem uma irmã mais velha, D. Amélia, e uma irmã mais moça, D. Maria Gabriela.

D. Maria Gabriela, D. Amélia, D. Pedro Luiz e D. Rafael

Sucedeu seu irmão primogênito, D. Pedro Luiz, como o quarto na Linha de Sucessão ao Trono Brasileiro. Nela, antes de D. Rafael, figuram seus tios D. Luiz, D. Bertrand e seu pai, D. Antônio. Sua sucessora dinástica é sua irmã mais velha. D. Amélia.

"Eu sou um estudante de Direito e como qualquer outro jovem gosto de esportes, trabalho em uma empresa, estou sempre atento ao mercado de trabalho. Como Príncipe, procuro dar o exemplo pessoal como brasileiro. Acho importante. Quando vou fazer uma entrevista para emprego, as pessoas veem o meu sobrenome e logo digo: me avaliem como qualquer outro,  pelo que posso oferecer!"



Em entrevista à Gazeta Imperial, durante o XXI Encontro Monárquico realizado pela Casa Imperial do Brasil e a Pró-Monarquia no dia 05 de junho no Rio de Janeiro, D. Rafael mostra sua afiada visão política:
"Falam em democracia, mas que democracia? Nos dão a opção de dois ou três que são de um mesmo grupo e acabamos não tendo um Chefe de Estado que represente dignamente o País."

D. Rafael e seu pai, D. Antônio
Ele também comentou sobre a importância de se melhorar a educação no Brasil e como isso nos prepararia para um futuro. A mudança começaria nos currículos de História, pois, segundo ele, a História "É muito distorcida. Só lembram de coisas que diminuem o valor do período Imperial. Não está certo! Não valorizam o quanto foi bom para a formação do País. Os principais livros de História falam absurdos, grosserias. Não falam do grande avanço que foi  o Poder Moderador, fundamental para harmonizar os três poderes."
Para finalizar, deixo essas palavras atuais do Príncipe D. Rafael sobre o nosso amado Brasil:

"O Brasil é um País muito rico e o povo tem bom caráter, é trabalhador, lutador e empreendedor. O governo atual está dividindo o País. Falta a presença de um estadista que exerça a função do Poder Moderador!"
 

Vídeo:
Reportagem do SBT sobre D. Rafael:



(Atenção para uma correção sobre a reportagem acima. Quando a repórter fala que a Família Imperial tem "privilégios", em relação ao laudêmio, saibam que isso não é privilégio, e sim direito assegurado pela Constituição)


sábado, 11 de junho de 2011

A Família Real - Sucessão: D. Antônio

 D. Antônio de Orleans e Bragança

 D. Antônio João Maria José Jorge Miguel Gabriel Rafael Gonzaga de Orleans e Bragança e Wittelsbach nasceu em 24 de junho de 1950, no Rio de Janeiro. É Príncipe do Brasil e Príncipe de Orleans e Bragança. Atualmente é o 3º na Linha de Sucessão ao Trono Brasileiro, como herdeiro imediato dos direitos dos irmãos D. Bertrand, atual Príncipe Imperial, e D. Luiz, atual Chefe da Casa Imperial e, de jure, Imperador do Brasil. 
É o 7º filho e 6º varão de D. Pedro Henrique de Orleans e Bragança (1909 - 1981), ex-Chefe da Casa Imperial do Brasil, e de D. Maria Isabel da Baviera (1914 - 2011).
 D. Maria cuida dos filhos.
Da esquerda para a direita, D. Antônio é o sexto.

D. Antônio passou grande parte de sua juventude numa fazenda em Jacarezinho, Paraná, onde a Família Imperial brasileira viveu de 1951 a 1964. Lá, ele e seus onze irmãos receberam de seus pais uma educação austera, baseada nos mais genuínos valores morais e religiosos brasileiros. Preocupava-se, sobretudo, D. Pedro Henrique com a transmissão aos filhos da fidelidade aos princípios monárquicos e cristãos que eles, como príncipes do Brasil, ainda que o país estivesse sob o regime republicano, deveriam não só representar, mas encarnar.


Concluiu os estudos secundários em Vassouras e formou-se na Faculdade de Engenharia Civil da Universidade de Barra do Piraí, realizando estágio em Erlangen, Alemanha. Aquarelista de renome, é conhecido nesta arte.
Aquarela de D. Antônio retratando o
Jardim Botânico no Rio de Janeiro.

 Casou-se em 26 de setembro de 1981 com a prima em 8º grau, a Princesa Cristina de Ligne, filha do 13º Príncipe titular de Ligne, Antônio de Ligne, e da Princesa Alice Maria de Luxemburgo, filha de Carlota, grã-duquesa de Luxemburgo. O casamento foi celebrado na igreja de São Pedro pelo núncio apostólico em Bruxelas, monsenhor Eugène Cardinale, com as bênçãos do Papa João Paulo II.
O casal teve quatro filhos: D. Pedro Luiz (morto no desastre aéreo do voo Air France 447, em maio de 2009); D. Amélia, D. Rafael e D. Maria Gabriela. A Família reside em Petrópolis.

 Núcleo familiar de D. Antônio.



 A convite de uma jovem aluna Monarquista, D. Antônio conversando
com jovens do Colégio Cruzeiro, unidade de Jacarepaguá.

 

Assista a uma entrevista com D. Antônio (ano de 2007) ao programa "Visão Política". Ele fala sobre a Monarquia e a República.

 

domingo, 5 de junho de 2011

A Família Real - Sucessão: D. Bertrand

S.A.I.R. D. Bertrand de Orleans e Bragança

O Príncipe D. Bertrand de Orleans e Bragança é o terceiro dos doze filhos do Príncipe D. Pedro Henrique de Orleans e Bragança (1909-1981); é neto de D. Luiz de Orleans e Bragança (1878-1921), bisneto da Princesa Isabel, e trineto do Imperador Dom Pedro II, último monarca dos brasileiros.

Os Imperadores do Brasil, bem como os Reis de Portugal desde o século XVII, pertenceram à dinastia de Bragança, a qual teve sua origem em fins do século XIV, na figura heróica e legendária do Santo Condestável de Portugal, o Bem-Aventurado D. Nun'Alvares Pereira. 

Por sua Mãe, a Princesa Dona Maria da Baviera de Orleans e Bragança, D. Bertrand herdou as tradições da Família de Wittelsbach, a Casa Real da Baviera, uma das mais antigas da Europa, remontando ao século IX. 

Por seu bisavô o Príncipe Gastão de Orleans, Conde d'Eu, esposo da Princesa Isabel e herói da Guerra do Paraguai, D. Bertrand descende da Casa Real Francesa, provindo em linha direta de Hugo Capeto e de São Luís IX, o Rei-Cruzado. 

Descendendo de Reis, Santos e Heróis, de Fundadores de Impérios e Cruzados, o Príncipe Imperial recebeu uma educação à altura das tradições que encarna.
D. Bertrand e o busto representativo 
de seu tetravô, D. Pedro I

 Nascido em 1941, em Mandelieu, no sul da França, onde o exílio da Família Imperial e a II Grande Guerra retivera seus Pais, D. Bertrand veio para o Brasil logo após o término do conflito. 

Realizou seus estudos secundários parte no Estado do Paraná, e em parte no Rio de Janeiro. Cursou depois a tradicional Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, de São Paulo, formando-se como advogado em 1964. 

Desde muito jovem recebeu esmerada formação católica, sendo orientado por seu Pai para o gosto pelo estudo doutrinário e a análise dos acontecimentos nacionais e internacionais.

D. Bertrand vem dedicando, pois, sua existência à difusão dos ideais católicos e monárquicos, vistos por ele como facetas distintas e harmônicas de um mesmo ideal. Tornou-se conferencista sempre mais solicitado, impressionando os auditórios não menos pela clareza da exposição que pelo forte efeito de sua personalidade, marcada a fundo pelos princípios que professa.

Falou assim muitas vezes para variados públicos de nosso extenso território, participando também de congressos e seminários, atividade depois estendida à maior parte dos países da América do Sul e também aos Estados Unidos e Canadá.

Em 1990, no contexto da campanha de 1993 a favor do retorno da Monarquia, D. Bertrand realizou uma tournée de conferências pela Europa: França, Portugal, Espanha, Itália e Áustria foram os países onde se destacou de forma brilhante e obteve consagradora acolhida, tendo-se constituído acontecimento de repercussão nacional sua estadia em Portugal. 

Atento a tudo quanto respeita à soberania nacional, D. Bertrand vem alertando para as influências e iniciativas que afetem, de modo encoberto ou não, nossos direitos sobre a Amazônia. Pela mesma razão o Príncipe Imperial, ante campanhas de descrédito que visam as forças armadas, julga imperioso prestigiar o militar e o policial cumpridores do dever. 
Dom Bertrand é Coordenador Nacional e Porta-voz do Movimento Paz no Campo. Percorre todo o território nacional fazendo conferências e tomando contato com lideranças rurais em todo o País. Mantém um blog sobre o assunto: http://www.paznocampo.org.br/Blog/Blog_db.asp

Piloto civil, é reservista da Força Aérea Brasileira. 

Além do português, sua língua natal, D. Bertrand é fluente no francês e no castelhano, buscando presentemente aprimorar seu domínio do idioma inglês. 


D. Bertrand é Bailio Grã-Cruz da Ordem da Rosa, Grã-Cruz da Ordem de Pedro I e demais Ordens Imperiais do Brasil, Bailio Grã-Cruz da Ordem Constantiniana de São Jorge, da Casa Real de Bourbon Sicílias e Bailio Grã-Cruz da Soberana Ordem de Malta, tendo recebido as insígnias no Palácio Magistral de Malta, em Roma.
Fonte: www.monarquia.org.br
 

terça-feira, 31 de maio de 2011

A Família Real - Sucessão : D. Luiz

D. Luiz de Orleans e Bragança,
Chefe da Casa Imperial do Brasil

Dom Luiz Gastão Maria José Pio Miguel Gabriel Raphael Gonzaga de Orleans e Bragança e Wittelsbach, Príncipe do Brasil, Príncipe de Orleans e Bragança, nasceu aos 6 de junho de 1938, na Cidade de Mandelieu, França. Ao nascer, ele já possuía o título de Príncipe Imperial do Brasil – como era designado, no Império, o Herdeiro do Trono (Constituição de 1824).

É o mais velho dos 12 filhos de S.A.I.R. D. Pedro Henrique (*1909 †1981), Chefe da Casa Imperial do Brasil (de 1921 a 1981) e de S.A.R. a Princesa Maria da Baviera (*1914 †2011), neta de Ludwig III (*1845 †1921), último Rei bávaro.

Com a morte de seu pai, em 1981, tornou-se o Chefe de nossa Casa Imperial, o que significa dizer que ele é de jure (por direito) o próprio Imperador do Brasil! Os monarquistas o encaram como Sua Majestade Imperial o Senhor Dom Luiz I, pela Graça de Deus e Unânime Aclamação dos Povos, Imperador Constitucional e Defensor Perpétuo do Brasil.

Por sua família paterna, o Senhor D. Luiz descende diretamente dos Imperadores do Brasil, sendo deles o atual sucessor dinástico, dos Reis de Portugal (Casa de Bragança) e dos Reis da França (Casas de Orleans e Bourbon, mais proximamente) – todas essas Dinastias são provenientes de uma única estirpe real, a dos Capetos ou Capetíngeos (em Fr. Capétiens), definida historicamente como a mais antiga existente no mundo inteiro, se não considerarmos as origens lendárias das Dinastias geórgica, nipônica ou etíope.

Seu Pai, D. Pedro Henrique, foi um dos maiores homens que o Brasil do séc. XX pôde conhecer.
Pela família materna, D. Luiz é descendente dos Reis da Baviera (Casa de Wittelsbach), cuja Dinastia figura entre as mais antigas e é, sem dúvida alguma, a mais brilhante, da Alemanha, e das outras Casas Reais germânicas. Sua Mãe, que após o matrimônio, em 1937, tornou-se S.A.I.R. a Princesa Senhora D. Maria, Princesa (ou Imperatriz) Consorte do Brasil, também é digna de toda admiração e respeito. 

D. Luiz viu sua Nação pela primeira vez em 1945, após o término da II Guerra Mundial, quando aqui se estabeleceu a Família Imperial definitivamente, no Rio de Janeiro e depois no Paraná. Estudou nos nossos colégios mais tradicionais – entre eles o Colégio Santo Inácio, dos Padres Jesuítas, no Rio – e mais tarde partiu para Paris, onde aperfeiçoou seu aprendizado de línguas. Sua Alteza fala fluentemente o Português, o Francês e o Alemão e compreende o Espanhol, o Italiano e o Inglês. Finalmente, de 1962 a 1967, ele cursou Química na Universidade de Munique.

Desde sua ascensão à Chefia da Casa Imperial, o Príncipe do Brasil dedica todo o seu tempo às questões genuinamente brasileiras, embora agindo de forma discreta. Visita, na companhia de seus Irmãos, o Príncipe Imperial D. Bertrand e o Príncipe D. Antônio, as mais variadas cidades de nosso grandioso País, do Oiapoque ao Chuí, sendo nelas recebido com esplêndidas homenagens. É Cidadão Benemérito e Honorário de quase todas as Capitais e Membro Honorário de inumeráveis instituições culturais e históricas, delas possuindo muitas condecorações. Nesse sentido, é válido lembrar que ele é ainda Bailio Grã-Cruz da Ordem Constantiniana de São Jorge, da Casa Real das Duas Sicílias.

Seus hábitos favoritos são a leitura – seja de livros históricos e religiosos, da avolumada correspondência que recebe ou ainda dos jornais e revistas nacionais e estrangeiros – e o apreço da boa música clássica. Seus esportes prediletos são a caça, que praticou quando jovem e chegou a ganhar alguns troféus e a equitação.
Católico fervoroso, o Príncipe se empenha eficazmente naquilo que considera fundamental para a preservação da verdadeira Fé, ou seja, o eterno combate de restauração dos valores morais desprezados pela humanidade hodierna.

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Fonte: www.causaimperial.org.br

sexta-feira, 13 de maio de 2011

13 de Maio (Postagem Extra)

 Caros leitores,

vocês estavam esperando que a próxima postagem, como dito anteriormente, seguiria uma sequência de apresentações sobre os sucessores diretos do Trono Imperial Brasileiro. Entretanto, o dia de hoje, 13 de maio, requer uma lembrança, e aqui está ela!

Um dos principais argumentos que escuto das pessoas que são contra a Monarquia, é o fato da escravidão ter durado tanto no Brasil. Costuma-se falar, erroneamente, que a Monarquia era escravocrata. Contudo, parece que ignora-se o verdadeiro (ou um outro) lado da moeda.

Ainda com D. Pedro I, a escravidão já não era bem quista, porém, com seu filho, o Imperador D. Pedro II, essa repulsa se tornou mais evidente. Quando se tornou maior de idade, Pedro II, com 14 anos, recebeu de herança certa quantidade de escravos e libertou a todos. No Palácio Real não trabalhavam escravos nem para o Imperador, nem para a Princesa Isabel, que preferiam pagar salários.
Desde tenra idade, devido a educação que recebeu, Pedro II nunca acreditou na teoria de diferenciação racial. Possuiu grandes amigos negros. Um deles, Rafael, veterano da Guerra da Cisplatina, morreu (já na casa dos 80 anos) em 15 de novembro de 1889, quando soube que seu amigo, o Imperador, seria exilado. Seu outro amigo, veterano da Guerra do Paraguai, era também um negro chamado Cândido da Fonseca Galvão, figura quase folclórica no RJ, líder da comunidade de Negros Livres da cidade. Além do engenheiro André Rebolças, que autoexilou-se em solidariedade à Família Imperial após o Golpe Republicano.

Apesar da Princesa Isabel ter sido quem assinou a Lei Áurea (lei que aboliu a escravidão no Brasil), pois seu pai e Imperador estava na Europa, foi ele (D. Pedro II) que se tornou grande ícone deste feito. O historiador Heitor Lyra em sua biografia acerca do Imperador "História de D. Pedro II", v.3, asseverou:

"O inspirador da campanha [abolicionista], o estrategista dela, a alma do movimento, aquele que buscara o general [Presidente do Conselho de Ministros] e o colocara na frente das hostes [Assembléia Geral], que lhe armara o braço e o prestigiara na avançada, com uma decisão sempre firme, constante, fiél - fora o Imperador."
Pena de ouro usada pela Princesa para acabar com a escravidão no Brasil.

O interesse da escravidão no Brasil era dos grandes latifundiários, que os utilizavam em benefício próprio. Quando a Lei Áurea foi assinada, em 13 de maio de 1888, sem receber nenhuma indenização, os latifundiários pulam para o lado republicano e junto com um pequeno grupo do Exército ajudam no Golpe que retirou, ilegalmente, o primeiro sistema de governo do Brasil.

Enfim, muito há a ser contado, mas, para que possa atingir um maior número de leitores, reduzo esta postagem até este tamanho. Creio que nessas poucas linhas, posso ter proporcionado uma visão diferente da Escravidão x Monarquia. Peço que, se você se interessou pelas informações, busque estudar e procurar por novas. 

Vivas à Princesa Dona Isabel, a Redentora!

Lei Áurea