sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Os Voluntários da Pátria em Ações para 2014


Saudações, caros amigos que acompanham este Blog... Como estão?

O mês de fevereiro vai chegando ao fim, e as ações programadas pelos Voluntários da Pátria (parte integrante do Círculo Monárquico Brasileiro - CMB) vão se aproximando. 

Os Voluntários da Pátria são um braço integrante do CMB que abarca Monarquistas e simpatizantes da Causa Monárquica em prol de um país mais justo! Pessoas com vontade de ajudar a quem precisa e que está disposta a doar parte do seu tempo para essa nobre causa: a SOLIDARIEDADE!

No nosso grupo do Facebook está a programação do que foi planejado a nível Nacional, mas nada impede que cada Regional do CMB crie eventos próprios para sua localidade, atendendo às necessidades locais e atendendo às exigências de nosso Estatuto.

O fato de fazermos eventos organizados ao longo de todo o ano corrente, fará com que o ideal monárquico apareça entre a comunidade, e mesmo a mídia, ganhando força com todas as camadas da sociedade! É hora de democratizar o ideal monárquico! De sair um pouco do conforto de nossa casa e escritórios, de debates via internet (necessários, claro), para irmos às ruas mostrar que nosso ideal é nobre em todos os sentidos dessa palavra!

Eu, Rodrigo Cavalcanti Felipe, editor deste Blog e Coordenador Nacional dos Voluntários da Pátria, convido o amigo leitor, sendo monarquista ou não, para conhecer nossas ideias de ações. Entre no nosso grupo do facebook e seja você também um Voluntário da Pátria em sua cidade!


segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Inauguração da Sede do CMB - RN


Caríssimos leitores do nosso Blog, saudações monárquicas!

Venho por meio desta postagem anunciar que no último dia 18 de janeiro de 2014, o Rio Grande do Norte, mais uma vez, mostra sua importância em algum momento histórico! Para quem não lembra, a localização estratégica do atual Estado o colocou como ponto importante desde a época da Colonização. Perpassando pela sua importância logística durante a II Guerra Mundial, quando Natal e Parnamirim receberam a maior base norte americana fora dos EUA e ficaram conhecidos (principalmente Parnamirim) como "O Trampolim da Vitória"; além de termos sido lembrados até pelo famoso jornal The New York Times, que citou a cidade como pioneira nos protestos que inflamaram o Brasil em junho e julho do ano passado, com a famosa "Revolta do Busão", que lutava contra o aumento das passagens de ônibus.

Desta vez, o Rio Grande do Norte foi o Estado integrante do CMB pioneiro na fundação de uma Sede Física Regional Oficial. Razão principal desta postagem.

As negociações sobre o local da Sede começaram entre os confrades monarquistas Pedro Amaury Candéas, líder do grupo "Brasil Monarquia - Ordem e Progresso" e Rodrigo Cavalcanti Felipe (Sensei), que é Coordenador Nacional dos Voluntários da Pátria e Membro Fundador do Grande Conselho do Círculo Monárquico Brasileiro. No dia 07 de dezembro de 2013, uma reunião na futura Sede Oficial foi realizada entre os confrades já citados e outros monarquistas. Os representantes dos dois grupos monárquicos ficaram felizes em poder unir forças pela Restauração Monárquica no Brasil.

 Reunião do dia 07.12.2013 no que viria a se tornar a Sede Oficial
Da esq. para a dir.: Pedro Amaury - Jandir Candéas - Rafael Marinho - Rodrigo Sensei - Naldo

Depois de muitos preparativos e aprovação do Chanceler Carmelo Múcio, a Sede Oficial estava pronta para ser fundada! Foi criado um Livro de Atas das Reuniões (em versão também digital) e a partir de agora você pode acompanhar o que aconteceu neste belo dia de festa!

A solenidade de inauguração da sede do Círculo Monárquico Brasileiro, Regional - RN, teve início às 8h, com uma saudação à Bandeira Monárquica, realizada pelas crianças monarquistas do RN, com a Banda Mirim, que fizeram uma caminhada pelas ruas do Bairro Nordeste, em Natal.

Crianças do Bairro Nordeste na esquina da Sede Oficial do CMB - RN
Sempre acompanhadas de algum responsável.

Caminhada das crianças pelas ruas do Bairro.

O segundo momento foi a Solenidade Oficial, tendo como cerimonialista, a jornalista e relações públicas, Maria Jandir Candéas. O Coordenador Nacional dos Voluntários da Pátria, o Professor e Historiador Rodrigo Cavalcanti, saudou os confrades presentes, dizendo da satisfação desse momento histórico, cujo Rio Grande do Norte, mais uma vez, colocou-se à frente de um movimento vital para as mudanças que o nosso Brasil clama. Em seguida, mostrou a História da criação do Círculo Monárquico Brasileiro, seu crescimento e a importância do mesmo para a conscientização do Sistema Monárquico Brasileiro, enriquecido com uma bela palestra, editada didaticamente, deixando aos presentes, o verdadeiro sentido do que foi o Brasil durante o período monárquico, as figuras do nosso império e como funciona o Sistema Monárquico Parlamentarista.

A sra. Maria Jandir, cerimonialista, e sua saudação inicial.

O Professor de História Rodrigo Cavalcanti, membro fundador 
do CMB, em sua palestra sobre o Brasil e o CMB.

Apresentando aos que ainda não conheciam a Família Imperial Brasileira
e a Linha de Sucessão ao Trono.

Logo após, Rodrigo, em nome do Chanceler Carmelo Múcio, deu posse ao Comissário Regional do CMB - RN, senhor Pedro Amaury Candéas, parabenizando-o pelo excelente trabalho que vem desenvolvendo em prol do movimento de divulgação do Sistema Monárquico Brasileiro. Passou então a palavra ao Comissário, que saudou os presentes, enfatizando que sempre foi um monarquista, mesmo quando não podia-se falar sobre esse Sistema em nosso país. Ressaltou que sentia-se honrado em receber a referida nomeação, mas que já realizava esse trabalho junto ao Grupo Brasil Monarquia, Ordem e Progresso - RN, que criara e viu espalhar-se não só por alguns municípios vizinhos, mas tendo recebido adeptos de outros estados. Pedro Amaury disse que sua residência é, a partir de agora, a Sede do Círculo Monárquico Brasileiro, no Rio Grande do Norte, para que possam ter um espaço para reunirem-se e trocarem ideias. Agradeceu a confiança que lhe foi dada e solicita que todos se integrem na divulgação da Monarquia, cujo material será fornecido gratuitamente pelo mesmo.

O Prof. Rodrigo lembrando algumas das funções 
do Comissário Regional

A Posse do Comissário Pedro Amaury Candéas

Na imagem projetada, o Ofício do Chanceler que 
empossa o Comissário Regional.

Palavras do Comissário Regional



Continuando, foi facultada a palavra aos presentes, quando o senhor Manoel Eduardo, assessor da presidência da Assembleia Legislativa do RN, saudou os membros do Círculo Monárquico Brasileiro, dizendo-se muito satisfeito pelo que ouviu sobre a Monarquia Brasileira e que sentia-se integrado ao movimento. Foi seguido pelo senhor Gerson Fernandes, presidente da Associação Cultural Futuro do Bairro Nordeste, homenageando o Comissário empossado, Pedro Amaury Candéas, de quem é grande colaborador nos trabalhos comunitários realizados. O professor Rafael Marinho, que sempre participa dos eventos comunitários, colaborando culturalmente, também pronunciou-se, emocionado com a explanação apresentada, reafirmando o sonho de um Brasil melhor para a juventude com a qual convive. O senhor Givanildo do Nascimento, presidente do Conselho Comunitário Novo Horizonte, disse que acompanhava esse trabalho com simpatia, mas que hoje, saiu mais rico com o novo aprendizado. Parabenizou o grupo e colocou-se ao dispor. O médico, Dr. Luiz Gonzaga de Miranda, responsável pelo Grupo Brasil Monarquia Ordem e Progresso - RN, no município de João Câmara - RN, elogiou o movimento e anunciou que em breve, marcará mais uma reunião no mencionado município, convidando o Coordenador Rodrigo Cavalcanti, para realizar uma palestra aos confrades locais.

Sr. Manoel Eduardo, assessor da presidência 
da Assembleia Legislativa do RN.

Sr. Gerson Fernandes, presidente da Associação
Cultural Futuro do Bairro Nordeste

Professor Rafael Marinho 

Sr. Givanildo do Nascimento, presidente do 
Conselho Comunitário Novo Horizonte

Encerrando a Solenidade, a cerimonialista Maria Jandir Candéas agradeceu a todos, parabenizou o Comissário empossado, Pedro Amaury Candéas, dizendo que compartilha com ele desse ideal, para um Brasil mais justo. Não havendo nada mais a tratar, convidou os presentes, para a degustação de um lanche, momento esse de grande confraternização.

 Outras Imagens do Evento

 O mais novo monarquista, o Sr. Wesley Tiago,
jovem que acumula experiência na política local.

 O pequeno Giovanni de apenas 2 anos e meio, filho do confrade 
monarquista Tiago Tavarese sua esposa Lanaine Fonseca. 

 Comissário, Cerimonialista e o Coord. Nacional dos Voluntários da Pátria.
Pedro Amaury - Jandir Candéas - Rodrigo Sensei

Um lanche no final do evento, pois ninguém é de ferro! 

A Sede Oficial do Círculo Monárquico Brasileiro, Regional RN

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

As pessoas estão cansadas da república!


Saudações, brasileiros!

Ultimamente venho conversando bastante sobre Monarquia com as pessoas ao meu redor. Gosto de dar certa prioridade para aquelas que conheço a menos tempo e que encontro com menos frequência. O esquema é parecido: se mostram certo interesse, se permitem uma brecha, vou com tudo! Se começam já a desdenhar e minimizar a conversa... deixo passar!

Acontece que cada vez mais, várias pessoas se dão ao trabalho de escutar sobre o ideal monárquico. Gostam de tirar dúvidas de como seria, do que melhoraria no Brasil e mesmo sobre o período imperial que o nosso país viveu. É por isso que é sempre muito importante, você, monarquista, estar sempre bem atualizado e com bons argumentos. 

Essas pessoas que querem saber mais sobre o ideal e passam a considerá-lo, são pessoas que conseguem perceber facilmente que a nossa república nunca funcionou, não funciona e não funcionará. São 124 anos de fracassos com pouquíssimos momentos interessantes. Não há estabilidade e continuidade na república brasileira, e as pessoas percebem isso facilmente.

O fato da república não demonstrar nenhum horizonte de mudança concreta, faz essas pessoas (de todas as idades e ofícios) considerarem a opção monárquica. Precisam sim, de um pouco de tempo para se acostumar com a ideia. Para, digamos, se desintoxicar da doutrinação secular republicana (que foi extremamente bem feita, isso eu não posso negar). 

Não se enganem, brasileiros honrados, a Monarquia é uma OPÇÃO e talvez uma SOLUÇÃO para alguns de nossos maiores problemas! Já funcionávamos no século XIX, íamos bem e crescíamos, pois tínhamos continuidade e ganhamos estabilidade. Um golpe de Estado até hoje comemorado pelo governo, fez tudo aquilo começar a desmoronar. Quiseram edificar novamente, mas nunca conseguirão. E não há nenhum indício de que conseguirão.

Não desanime! Conheça o ideal monárquico e estude nossas ideias. Precisamos mudar o país! Precisamos de você!

O próximo ano (2014) será de surpresas!
Um Feliz 2014! 

E Viva o Império do Brasil!


quinta-feira, 14 de novembro de 2013

À Princesa D. Isabel

"Se tudo o que está acontecendo hoje é por causa
da lei que assinei, ainda assim assinaria de novo!" 
(Princesa D. Isabel, logo após o golpe republicano)

Há 92 anos, o Brasil perdia uma grande cidadã!

Aos 04 anos de idade, a Princesa D. Isabel, filha mais velha do Imperador D. Pedro II, era aclamada a Herdeira do Trono Brasileiro! Aos 14 anos, a Princesa jurou a Constituição Imperial e teve a oportunidade, anos à frente, de governar o Brasil por três vezes, quando se tornou regente do Império na ausência de seu pai.

A D. Isabel morreu um dia antes de mais um aniversário do golpe republicano. Talvez tenha sido até uma espécie de Providência, para evitar mais um dia de lembrança dolorosa do fatídico 15 de novembro de 1889. Apesar de que, tenho certeza que as más lembranças, assim como as boas, não as deixava em paz independente do mês.

D. Isabel foi uma mulher valorosa, que estava à frente de seu tempo. Idealizou o voto feminino e lutaria por ele se os golpistas tivessem suportado a abolição da escravidão sem indenização, aprovada e assinada por ela no ano anterior ao golpe. De coração que não cabia em seu peito, lutou arduamente pela causa abolicionista, facilitando, inclusive, o acesso a cargos políticos às pessoas que fossem favoráveis à abolição.

Teve uma educação voltada para os negócios de Estado, pois na ausência de um Herdeiro varão, D. Pedro sabia que precisava educá-la para receber todas as responsabilidades de governante e Chefe de Estado. Dizem que certa vez a Princesa, ainda menina, em meio à uma multidão de gente, pergunta ao pai:

- Papai, todos eles um dia serão meus?

Ao que D. Pedro responde sabiamente:

- Não Isabel! Um dia, você pertencerá a todos eles!

O 15 de novembro (hoje comemorado como feriado Nacional), foi duro para a Princesa, que não entendia como pessoas tão próximas ao Imperador, podiam ter tramado aquela indecência, aquele Golpe de Estado. A dor do banimento a afetou. Foi embora triste, mas firme de que fez pelo Brasil o seu melhor! O banimento da Família Imperial só foi revogado na década de 1920, mas a Princesa D. Isabel nunca pôde fazer a viagem de volta à sua terra natal. Estava muito velhinha para isso. Passou pela morte do pai, da mãe e de dois filhos; morrendo pouco antes que seu esposo, o Conde D'Eu, que também não conseguiu chegar ao Brasil, tendo morrido no Oceano, na viagem de volta.

Assim como D. Pedro II, a Princesa D. Isabel merece sua retratação histórica. Pessoas sem muito conhecimento ainda disparam suas inverdades nascidas de um ensino doutrinatório. Hoje a Princesa tem um processo aberto de beatificação na Igreja Católica, ou seja, ela é vista como uma mulher que levou uma vida digna de um cristão verdadeiro. Era inabalável em sua fé católica!

E essa é minha humilde homenagem a Princesa! Que Deus tenha guardado um lugar muito especial para ti, D. Isabel, pois és merecedora! E que a História um dia faça jus a tudo que representas!

Em Paris, 1906, assistindo ao voo do 14 Bis.

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Do Ser Monarquista


                Este talvez seja o argumento mais difícil de ser explicado relacionado à Monarquia: Por que o Rei é Rei? E é sobre este assunto que proponho estas poucas linhas. Meu objetivo não é dar uma resposta concreta, única e inquestionável, mas a minha mais sincera opinião a esse respeito.

            Sempre que o assunto “Monarquia” vem à tona, algumas questões parecem ser inevitáveis aos brasileiros. Uma delas fruto de uma curiosidade; a segunda cheia de jocosidade (bem ou mal intencionada). “Quem seria o Rei no Brasil?” – Imperador, na verdade – costuma ser um dos primeiros pensamentos transfigurado em indagação por parte dos curiosos. “Por que ele e não eu?”. Essa segunda questão não é sempre que surge. Curiosamente ela só costuma aparecer quando o outro lado não está disposto a entender melhor do que se trata, ou a proporcionar a seriedade que o assunto merece. É justamente sobre essa segunda questão que este texto irá versar.

            “Rei” (do latim Rex) é um Chefe de Estado de uma nação, podendo ser, em alguns casos, também Chefe de Governo. Em séculos passados, era comum que as Monarquias fossem absolutistas (o poder era concentrado nas mãos dos monarcas), e isso terminou por fazer com que a maioria das pessoas desavisadas, pense que a única forma de uma monarquia existir é como aquela que eles estudaram no Ensino Médio. Como estamos falando sobre o sistema monárquico parlamentar constitucional (e é esse sistema que os monarquistas defendem para o Brasil), entendamos aqui o Rei como Chefe de Estado apenas.

            Um Chefe de Estado não é só um “enfeite” de uma Nação. Para tantos, a ideia de “poder” está ligada apenas ao exercício do governo, quando na verdade ignoram o poder de representação. Um Chefe de Estado tem muitas atribuições, e ser o símbolo de uma Nação, representá-la de forma suprapartidária são alguns dos poderes que o cargo lhe proporciona e que os súditos os confiam.  Segundo o pensador suíço Henri-Benjamin Constant de Rebeque (1767 – 1830), o Chefe de Estado deve ser detentor de prerrogativas constitucionais importantes, agindo com o máximo de imparcialidade possível. Seu pensamento acabou por tornar-se, segundo muitos, fundamento do parlamentarismo moderno.  Ora, mas se o Chefe de Estado deve ser imparcial, o que fazer com um representante máximo de uma nação que é filiado a um partido político? Que ideologicamente já está comprometido? Pois assim é um presidente... Ao acumular os dois principais cargos de um país (Chefe de Estado e de Governo), temos uma concentração de poderes que, nas mãos de alguém despreparado, se vira contra o seu próprio povo.

            Ao contrário de um presidente, um rei reúne em si muito mais características necessárias para se ser o Chefe de Estado, a saber: apartidário, preparado desde tenra idade para exercer tal função, reputação ilibada, seus súditos acompanham toda sua trajetória de vida, não depende de partidos políticos para manter o cargo, etc. “Mas não somos nós quem o elegemos!”. “O que o torna legítimo?”. “Por que ele e não eu?”

            Ao meu ver, não se pode ser monarquista sem compreender e respeitar a Tradição. E aqui cabe bem uma definição poética do termo, advinda do Pe. Heitor Rossato: “Tradição, antes de tudo, é conhecer para amar.” Um país que respeita suas tradições, o faz porque seus cidadãos conhecem sua própria História. Conseguimos perceber claramente isso em países como Inglaterra, Estados Unidos, Japão, entre outros. Respeitar as tradições não quer dizer nunca mudar. Tradição não é empecilho para o desenvolvimento. Ter tradição é também saber mudar. Nunca jogar fora o que temos de bom e nunca abandonar uma qualidade, ainda que pudéssemos trocá-la por duas outras. “Cultura não se perde, se acumula”, já dizia um grande Professor.

            Pois bem, para responder as perguntas feitas nesse texto, precisamos partir de um pressuposto muito difícil de ser entendido por muitos: ser Rei não é privilégio, é fardo. Ser príncipe não é bônus, é ônus. Argumento muito difícil de ser explicado para alguém muito mais materialista do que espiritualista. É fato que o ser humano parece nunca estar contente com o que tem e sempre quer mais. Depois de muitas discussões com diversas pessoas a esse respeito, percebi que a principal repulsa deles para com a ideia de um rei, é o fato do rei “ter tudo” materialmente. É o fato dele ser “sustentado” pela Nação (repulsa essa mesmo quando o “sustento” desse rei, custa menos do que os políticos republicanos que os governa). Ora, o rei recebe um soldo pela função que exerce, nada mais natural. O fato de seu “cargo” ser vitalício, contribui para minimizar as chances de termos um rei corrupto (ele já tem tudo materialmente) e que busque pensar apenas nas próximas eleições e em manter seu cargo (como acontece no presidencialismo republicano brasileiro). Isto é tão bem pensado, que se pararmos para buscar histórias de reis corruptos (em monarquias constitucionais), não acharemos exemplos para citar. Quanto a políticos “comuns”, falta-nos, muitas vezes, exemplos positivos para citar.

            Enquanto o cidadão encarar com certo ciúme o fato dele não ser “rei” ou “príncipe”, não estaremos prontos para uma monarquia. É preciso grandeza de espírito para se compreender e aceitar que alguém, que não você, desempenha essa função. E isso nos leva a outra pergunta: e por que necessariamente ele? Bem... o melhor argumento que consigo apresentar no momento para essa situação também gira em torno da tradição. Não sei como os primeiros reis foram surgindo... Ou melhor, há várias formas desse surgimento, como por exemplo, a ideia de que aquele homem estava sendo iluminado por Deus, ou porque era a família mais importante da região... os motivos podem ser vários, mas o fato é que hoje a Monarquia é vista de outra forma. Sabemos que não é por “escolha divina” ou por serem os mais ricos do país (nem sempre são), mas por questões tradicionais. Vamos tentar explicar o caso brasileiro: por que os Orleans e Bragança?

            A família Orleans e Bragança (atual dinastia brasileira se fôssemos uma monarquia) tem ascendência nas mais antigas famílias reais do mundo. Apesar de nunca ter reinado (visto que os Orleans e Bragança surgiram da união matrimonial da Princesa D. Isabel do Brasil – Bragança; e do Conde D’Eu de Orleans, sendo seus descendentes os Orleans e Bragança), são remanescentes das mais nobres Casas Reais da Europa, tendo ligações diretas com, por exemplo, Hugo Capeto e Carlos Magno (estamos remontando aí ao século XI e VIII, respectivamente). Nossos ilustres imperadores, D. Pedro I e D. Pedro II, ajudaram a construir o Brasil que temos hoje. Com inúmeras provas de amor pela pátria, tivemos Imperadores que ajudaram, inclusive, a garantir a extensão territorial do Brasil.

            Até hoje, a nossa Família Imperial trata os descendentes desses ilustres personagens históricos, com os valores da tradição incrustados em sua família. Não são príncipes por escolha, mas por tradição. Querer mudar essa tradição depois de tanto tempo, é jogar fora a única coisa que temos enquanto povo: nossa História. E mais, por que trocar uma Família Imperial que tem em si os atributos da realeza, por outra que sequer saberemos de onde vem?  É isso que nossa Família Imperial faz: mantém a tradição.

            Outra explicação que se faz necessária e importantíssima, é sobre o fato de que, em primeiro momento, não são as pessoas (sejam reis ou rainhas) que são reverenciadas numa monarquia, mas sim os “cargos”! Curvar-se diante de um rei, não é curvar-se diante de um homem, é reverenciar e mostrar sinal de respeito a um povo... a uma Nação. Reitero que os pequenos de espírito não conseguem entender isso (foi o que percebi em minhas inúmeras discussões). Se Elizabeth II é, também, admirada, assim como o foi, por exemplo, D. Pedro II, é porque aos poucos foram conquistando os seus povos. O respeito e admiração pela pessoa surge aos poucos. Quando a sociedade acompanha o crescimento de um príncipe e vai, educando-o junto com sua família (elogiando ou recriminando suas atitudes desde a infância), vai-se moldando o caráter e a personalidade de quem um dia irá representar a todos. Por isso é tão comum, na coroação, o rei ou rainha já ser, pessoalmente, bastante respeitado por seu povo. Ao reverenciar um rei, reverencia-se a Nação, o seu passado brioso, as suas glórias, o seu próprio povo. Não é o D. Fulano, é o REI! 

           O Rei, portanto, é um símbolo nacional, tal como o Hino e a Bandeira. Ele é a Nação personificada; e para se ser monarquista, é preciso desapegar-se das vaidades e do egocentrismo, do contrário, seremos "monarquistas" com espírito republicano (no pior uso do termo).

O homem mais poderoso do mundo reverenciando o Imperador Japonês Akihito.
Eis um exemplo de respeito. Obama, republicano oriundo de uma república que funciona, pois é calcada em suas tradições, mostra respeito ao que Akihito represente: o povo do Japão.