quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Do Ser Monarquista


                Este talvez seja o argumento mais difícil de ser explicado relacionado à Monarquia: Por que o Rei é Rei? E é sobre este assunto que proponho estas poucas linhas. Meu objetivo não é dar uma resposta concreta, única e inquestionável, mas a minha mais sincera opinião a esse respeito.

            Sempre que o assunto “Monarquia” vem à tona, algumas questões parecem ser inevitáveis aos brasileiros. Uma delas fruto de uma curiosidade; a segunda cheia de jocosidade (bem ou mal intencionada). “Quem seria o Rei no Brasil?” – Imperador, na verdade – costuma ser um dos primeiros pensamentos transfigurado em indagação por parte dos curiosos. “Por que ele e não eu?”. Essa segunda questão não é sempre que surge. Curiosamente ela só costuma aparecer quando o outro lado não está disposto a entender melhor do que se trata, ou a proporcionar a seriedade que o assunto merece. É justamente sobre essa segunda questão que este texto irá versar.

            “Rei” (do latim Rex) é um Chefe de Estado de uma nação, podendo ser, em alguns casos, também Chefe de Governo. Em séculos passados, era comum que as Monarquias fossem absolutistas (o poder era concentrado nas mãos dos monarcas), e isso terminou por fazer com que a maioria das pessoas desavisadas, pense que a única forma de uma monarquia existir é como aquela que eles estudaram no Ensino Médio. Como estamos falando sobre o sistema monárquico parlamentar constitucional (e é esse sistema que os monarquistas defendem para o Brasil), entendamos aqui o Rei como Chefe de Estado apenas.

            Um Chefe de Estado não é só um “enfeite” de uma Nação. Para tantos, a ideia de “poder” está ligada apenas ao exercício do governo, quando na verdade ignoram o poder de representação. Um Chefe de Estado tem muitas atribuições, e ser o símbolo de uma Nação, representá-la de forma suprapartidária são alguns dos poderes que o cargo lhe proporciona e que os súditos os confiam.  Segundo o pensador suíço Henri-Benjamin Constant de Rebeque (1767 – 1830), o Chefe de Estado deve ser detentor de prerrogativas constitucionais importantes, agindo com o máximo de imparcialidade possível. Seu pensamento acabou por tornar-se, segundo muitos, fundamento do parlamentarismo moderno.  Ora, mas se o Chefe de Estado deve ser imparcial, o que fazer com um representante máximo de uma nação que é filiado a um partido político? Que ideologicamente já está comprometido? Pois assim é um presidente... Ao acumular os dois principais cargos de um país (Chefe de Estado e de Governo), temos uma concentração de poderes que, nas mãos de alguém despreparado, se vira contra o seu próprio povo.

            Ao contrário de um presidente, um rei reúne em si muito mais características necessárias para se ser o Chefe de Estado, a saber: apartidário, preparado desde tenra idade para exercer tal função, reputação ilibada, seus súditos acompanham toda sua trajetória de vida, não depende de partidos políticos para manter o cargo, etc. “Mas não somos nós quem o elegemos!”. “O que o torna legítimo?”. “Por que ele e não eu?”

            Ao meu ver, não se pode ser monarquista sem compreender e respeitar a Tradição. E aqui cabe bem uma definição poética do termo, advinda do Pe. Heitor Rossato: “Tradição, antes de tudo, é conhecer para amar.” Um país que respeita suas tradições, o faz porque seus cidadãos conhecem sua própria História. Conseguimos perceber claramente isso em países como Inglaterra, Estados Unidos, Japão, entre outros. Respeitar as tradições não quer dizer nunca mudar. Tradição não é empecilho para o desenvolvimento. Ter tradição é também saber mudar. Nunca jogar fora o que temos de bom e nunca abandonar uma qualidade, ainda que pudéssemos trocá-la por duas outras. “Cultura não se perde, se acumula”, já dizia um grande Professor.

            Pois bem, para responder as perguntas feitas nesse texto, precisamos partir de um pressuposto muito difícil de ser entendido por muitos: ser Rei não é privilégio, é fardo. Ser príncipe não é bônus, é ônus. Argumento muito difícil de ser explicado para alguém muito mais materialista do que espiritualista. É fato que o ser humano parece nunca estar contente com o que tem e sempre quer mais. Depois de muitas discussões com diversas pessoas a esse respeito, percebi que a principal repulsa deles para com a ideia de um rei, é o fato do rei “ter tudo” materialmente. É o fato dele ser “sustentado” pela Nação (repulsa essa mesmo quando o “sustento” desse rei, custa menos do que os políticos republicanos que os governa). Ora, o rei recebe um soldo pela função que exerce, nada mais natural. O fato de seu “cargo” ser vitalício, contribui para minimizar as chances de termos um rei corrupto (ele já tem tudo materialmente) e que busque pensar apenas nas próximas eleições e em manter seu cargo (como acontece no presidencialismo republicano brasileiro). Isto é tão bem pensado, que se pararmos para buscar histórias de reis corruptos (em monarquias constitucionais), não acharemos exemplos para citar. Quanto a políticos “comuns”, falta-nos, muitas vezes, exemplos positivos para citar.

            Enquanto o cidadão encarar com certo ciúme o fato dele não ser “rei” ou “príncipe”, não estaremos prontos para uma monarquia. É preciso grandeza de espírito para se compreender e aceitar que alguém, que não você, desempenha essa função. E isso nos leva a outra pergunta: e por que necessariamente ele? Bem... o melhor argumento que consigo apresentar no momento para essa situação também gira em torno da tradição. Não sei como os primeiros reis foram surgindo... Ou melhor, há várias formas desse surgimento, como por exemplo, a ideia de que aquele homem estava sendo iluminado por Deus, ou porque era a família mais importante da região... os motivos podem ser vários, mas o fato é que hoje a Monarquia é vista de outra forma. Sabemos que não é por “escolha divina” ou por serem os mais ricos do país (nem sempre são), mas por questões tradicionais. Vamos tentar explicar o caso brasileiro: por que os Orleans e Bragança?

            A família Orleans e Bragança (atual dinastia brasileira se fôssemos uma monarquia) tem ascendência nas mais antigas famílias reais do mundo. Apesar de nunca ter reinado (visto que os Orleans e Bragança surgiram da união matrimonial da Princesa D. Isabel do Brasil – Bragança; e do Conde D’Eu de Orleans, sendo seus descendentes os Orleans e Bragança), são remanescentes das mais nobres Casas Reais da Europa, tendo ligações diretas com, por exemplo, Hugo Capeto e Carlos Magno (estamos remontando aí ao século XI e VIII, respectivamente). Nossos ilustres imperadores, D. Pedro I e D. Pedro II, ajudaram a construir o Brasil que temos hoje. Com inúmeras provas de amor pela pátria, tivemos Imperadores que ajudaram, inclusive, a garantir a extensão territorial do Brasil.

            Até hoje, a nossa Família Imperial trata os descendentes desses ilustres personagens históricos, com os valores da tradição incrustados em sua família. Não são príncipes por escolha, mas por tradição. Querer mudar essa tradição depois de tanto tempo, é jogar fora a única coisa que temos enquanto povo: nossa História. E mais, por que trocar uma Família Imperial que tem em si os atributos da realeza, por outra que sequer saberemos de onde vem?  É isso que nossa Família Imperial faz: mantém a tradição.

            Outra explicação que se faz necessária e importantíssima, é sobre o fato de que, em primeiro momento, não são as pessoas (sejam reis ou rainhas) que são reverenciadas numa monarquia, mas sim os “cargos”! Curvar-se diante de um rei, não é curvar-se diante de um homem, é reverenciar e mostrar sinal de respeito a um povo... a uma Nação. Reitero que os pequenos de espírito não conseguem entender isso (foi o que percebi em minhas inúmeras discussões). Se Elizabeth II é, também, admirada, assim como o foi, por exemplo, D. Pedro II, é porque aos poucos foram conquistando os seus povos. O respeito e admiração pela pessoa surge aos poucos. Quando a sociedade acompanha o crescimento de um príncipe e vai, educando-o junto com sua família (elogiando ou recriminando suas atitudes desde a infância), vai-se moldando o caráter e a personalidade de quem um dia irá representar a todos. Por isso é tão comum, na coroação, o rei ou rainha já ser, pessoalmente, bastante respeitado por seu povo. Ao reverenciar um rei, reverencia-se a Nação, o seu passado brioso, as suas glórias, o seu próprio povo. Não é o D. Fulano, é o REI! 

           O Rei, portanto, é um símbolo nacional, tal como o Hino e a Bandeira. Ele é a Nação personificada; e para se ser monarquista, é preciso desapegar-se das vaidades e do egocentrismo, do contrário, seremos "monarquistas" com espírito republicano (no pior uso do termo).

O homem mais poderoso do mundo reverenciando o Imperador Japonês Akihito.
Eis um exemplo de respeito. Obama, republicano oriundo de uma república que funciona, pois é calcada em suas tradições, mostra respeito ao que Akihito represente: o povo do Japão.
     

sábado, 7 de setembro de 2013

Dia da Pátria


Não se precisa ter uma percepção muito aguçada para perceber que a cada novo 7 de Setembro, as comemorações pelo Brasil se tornam mais infames e "sem sal". Resultado arrebatador de um país que não conhece mais sua História, que não respeita suas tradições e que não reconhece mais a própria identidade.

Não se tem Bandeira Nacional pela cidade, não se tem faixas verdes e amarelas pelas ruas e janelas das casas, nem o Hino da Independência é tocado em muitos lugares.  Os atos cívicos oficiais têm que dividir espaço com os protestos que ocorrem por todo o País. A questão é: há o que se comemorar atualmente? Provavelmente não, mas esquecem-se que o Brasil não é só essa república fracassada e mal fadada. Esquece-se (ou nunca se soube, em alguns casos) que o Brasil já foi um Império respeitado, que já tivemos governantes íntegros e que já fomos respeitados no mundo todo, inclusive pelas maiores potências.

Nossos heróis atuais são diferentes dos de outrora. Para estes, uma história deturpada e tendenciosa. Para aqueles, palmas e mais palmas. Música boa dá lugar aos sons sem arranjos e de uma letra que tem o poder de acordar a imbecilidade coletiva.

Nos Estados Unidos, o 4 de Julho reúne toda a emoção de uma Nação que se reconhece enquanto Pátria. Que ama sua História e seus fundadores. No Brasil, os símbolos fundadores são, às vezes, vilipendiados. Na Bélgica, esquecem-se os problemas da Nação por um dia e por um bom motivo: Dia da Bélgica! Acredita-se que a luta deve continuar... a luta por dias melhores e por melhores condições de vida, mas nunca esquecer que o dia da Nação é sacro.

O Dia da Pátria deveria ser justamente uma lembrança de que somos UM! De que nossa Casa é a mesma e que, antes de tudo, somos brasileiros! Devemos SIM, respeitar nossos heróis Pais da Nação! Devemos SIM, respeitar nossos mais antigos símbolos nacionais! O Brasil não pode continuar a esquecer o que fomos! E se tivessem uma ideia do que fomos, hoje estaríamos mais perto de ter um futuro melhor para nossas crianças.

Que o sucesso do nosso período imperial possa despertar pelas ações dos monarquistas pelo Brasil! E isso está acontecendo! Hoje, no Dia da Pátria, 191 anos depois do Grito do Ipiranga, nasceu o CÍRCULO MONÁRQUICO BRASILEIRO, um grupo que agrupa e agrupará brasileiros que amam e respeitam sua História acima de tudo, e que se utilizará desa História para apresentar aos outros brasileiros uma melhor opção para o País!

Faça parte desse grupo!!! Conheça nossa Causa! Participe do grupo Nacional e o do seu Estado.
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domingo, 25 de agosto de 2013

O Medo de beber a Cicuta


O grande filósofo Sócrates, que por saber que de nada sabia, era o mais sábio dentre todos, foi a julgamento acusado de "corromper a juventude" da época. Ensinou-lhes a pensar e a não acreditar em tudo que lhes era dito pelas autoridades. 

Mesmo contra a vontade de seus alunos e amigos, Sócrates preferiu a morte! Poderia, indubitavelmente, ter escapado, mas seguiu sua sina. Manteve intacta sua honra. Foi seu último ensinamento para seus discípulos.

A preferência de Sócrates pela cicuta (veneno) tinha a sua lógica muito simples, mas que não é qualquer um que é Homem para seguir: Se eu tenho duas escolhas de caminhos a seguir, e em um deles, eu sei onde vai dar (e não é num lugar bom), e no outro, desconheço o seu final, ora... Que se escolha o que é desconhecido, pois pode ser que algo bom espere ao seu final.

Para o filósofo, permanecer naquele mundo, naquele momento e naquelas circunstâncias, era algo muito ruim. Seria como dar a vitória para as autoridades que o condenavam. Beber a cicuta, por outro lado, seria dar um passo a um destino incerto, pois não se sabe o que vem depois. Para ele, muito mais sábio seria seguir um caminho cujo destino poderia ser bom, à permanecer em um que não seria jamais.

Quando falo em Monarquia para as pessoas e quando elas se dão ao trabalho e interesse de ouvir, muitas delas mostram-se bastante interessadas! Todavia, muitas demonstram medo de uma mudança tão grande no Brasil. Simplesmente elas não usam a lógica de Sócrates. Se a república no Brasil já deu o que tinha que dar; se ela já se mostrou ineficiente após quase 125 anos, e se, PRINCIPALMENTE, não vislumbramos horizonte nenhum de mudança, por que não seguir por outro caminho cujo destino não sabemos onde vai dar? Uma coisa parece-nos certa, a nós, que conhecemos o Brasil Império menos deturpado pela ideologia republicana: com todos os pontos negativos possíveis acontecendo, ainda não ficaríamos em pior situação que a república. E as chances de voltarmos a darmos certo é muito grande. É preciso que uma geração que nasça no Império, chegue aos seus 25 anos e possa comparar os dois tempos. Nada mudará em 4 anos. Mas em 25, já veremos os primeiros frutos. Tenho certeza que a república não teria mais vez.

Portanto, que o ensinamento de Sócrates chegue até nós, brasileiros! Que possamos conversar com as pessoas e contar essa história do filósofo que preferiu a possibilidade de mudança à permanência do caos! É um argumento interessante e que pode ser resumido na seguinte pergunta:

"Se você tivesse uma escolha entre dois caminhos: 
um você já sabe que é ruim, e o outro você desconhece, por qual você seguiria?"

segunda-feira, 22 de julho de 2013

O Bebê Real


 Saudações, meus caros leitores! Como todos estão passando? 

A postagem desta semana está sendo escrita sob a beleza das melodias dos Beatles! Pura homenagem... Depois do "Casamento Real" (clique para ler minha postagem em outro blog), e o Jubileu de Diamante da Rainha Elizabeth II, chegou a vez de postar sobre o fruto do tão aclamado casamento: o bebê real!

Para nós, brasileiros, esses eventos só chamam a atenção por pura curiosidade. Para nós, a Monarquia ainda se faz tão distante quanto são os contos de fadas. Obra da república pós golpe de 15 de novembro de 1889. Mas esse não é, especificamente, o assunto de agora! Seja por curiosidade ou por admiração, o fato repercute por aqui! Mas e por lá?? E pela terra dos Garotos de Liverpool? Bem... lá tem um significado muito, mas muito maior!

Hoje, dia 22 de julho de 2013, Catherine, Duquesa de Cambridge (terceiro título de nobreza mais alto do Reino Unido, apenas atrás do de Rainha/Rei e Príncipe), deu a luz ao primeiro filho dela e de seu marido, Príncipe William, Duque de Cambridge, às 16 horas e 24 minutos (12:24 no horário de Brasília). O bebê é um menino que nasceu pesando 3,8kg. O bebê real ainda não teve o seu nome divulgado, diferentemente do nascimento de seu tio, o Príncipe Harry, que já teve seu nome anunciado logo após o nascimento. Já o avô do bebê, Príncipe Charles, só com um mês após seu nascimento seu nome tornou-se público. A previsão é que após a saída do hospital St. Mary, em Paddington (local de nascimento dos Príncipes William e Harry, filhos de Charles e Diana), o casal anuncie o nome do herdeiro. As maiores apostas (os britânicos adoram apostar), estão nos nomes de George (muito comum na Inglaterra) e James (nome do irmão da Duquesa). Só por curiosidade, o Brasil não costuma traduzir os nomes próprios em reportagens, enquanto Portugal o faz. Se o nome do bebê for George, em português seria Jorge. E se for James, em português sua tradução é Tiago.

Após esse momento de "cultura inútil" (mas nem tanto), continuemos...

Se para os brasileiros, o evento ou a mídia que se faz em cima disso, é exagerado, para os britânicos, o momento é de grande festa e extremamente válido! Vamos entender por qual motivo e perder um pouco do preconceito sobre o assunto, pois é muito comum chavões idiotas que falam de "mais um parasita", ou coisas piores. A falta de conhecimento gera tamanhos absurdos. Você não precisa ser monarquista ou concordar comigo, mas precisa ter conhecimento sobre o assunto para poder discordar de forma consistente e válida. Afinal, quão estúpidos são os britânicos, canadenses, holandeses, belgas, japoneses, dinamarqueses, suecos, espanhóis, etc. por manterem, em pleno século XXI, um sistema monárquico de governo, não? (Ironia Mode/ON - Talvez correto esteja o Brasil, em manter uma república tão corrupta).

O nascimento do "bebê real" é a certeza da continuidade da dinastia em vigor no Reino Unido. Em uma Monarquia Parlamentar, o Rei ou Rainha, cresce aos olhos da Nação, como aconteceu com William. Sabem o que significa? Um Chefe de Estado que está sendo preparado para exercer suas funções de Estado desde o seu nascimento, diminuindo drásticamente as chances de alguém incompetente subir ao cargo máximo de representante dos britânicos. O pai da criança é formado nas três Forças Armadas da Inglaterra e trabalha como piloto para a Aeronáutica. Ele tem, antes de todos, que dar exemplo à população. Tem que mostrar que há consequências de se nascer "Príncipe". Para os materialistas, ter de tudo é sinônimo de vida perfeita. Infelizmente são os de mente pequena. Crescer aos olhos de todos, sendo sempre vigiado por pessoas que esperam um mínimo de deslize para apontar, não deve ser fácil, mas em meio a tanta comoção e preparação, há como abdicar do cargo de Rei? Há sim, mas o peso de uma decisão dessa é inimaginável. Um sentimento de frustração tomaria conta do povo, mas que, irremediavelmente, viraria os olhos para o próximo da linha de sucessão, criado com o mesmo objetivo (por mais que nunca suba ao poder). Resumindo, ser Príncipe, é muito mais ônus do que bônus, em minha opinião.

Desde as últimas semanas, a Inglaterra estava agitada com a proximidade do nascimento do bebê. A jovem vida já recebeu, ao nascer, o título de Príncipe da Inglaterra e será o futuro rei do Reino Unido. Será, um dia, nomeado Chefe das Forças Armadas e Governador Supremo da Igreja da Inglaterra (Anglicana), além de, claro, Chefe de Estado e representante mor da População. É muita responsabilidade para quem ainda é um bebê, não? :)

Mesmo antes de nascer, o bebê real já tinha uma página extensa na Wikipédia e uma música foi feita em sua homenagem. O compositor real Paul Mealor criou a música Sleep On, segundo ele, para embalar a nova etapa da vida do casal. Confiram como a música é bonita:



Com o nascimento do herdeiro, a Linha de Sucessão ao Trono Britânico sofre leve alteração. O primeiro continua a ser Charles, filho mais velho da Rainha. O segundo continua sendo William, filho mais velho de Charles. E o terceiro, que era Harry, irmão de William, passa a ser o bebê, por ser primogênito de William. Harry, assim, vai para quarta posição.

O Rei ou a Rainha de uma Monarquia é o símbolo de união nacional. Em meio a todos os problemas que possam existir, uma Nação se amarra aos seus símbolos. Tivemos um recente exemplo na Bélgica. O (não mais) rei da Bélgica Albert II, renunciou ontem, Dia Nacional da Bélgica, em favor de seu filho, o agora rei, Philippe. Em meio a um país cheio de conflitos em relação à sua unidade, o momento de ontem foi de união, e por um momento, esqueceu-se das diferenças entre os grupos.

Voltando à Inglaterra...

Muitos foram às ruas, foram à frente do Palácio de Buckingham e a imprensa se postou à frente do St. Mary Hospital. Tudo no afã de conseguir informações sobre o nascimento do pequeno príncipe. Quando a acessora de imprensa da rainha saiu do hospital e colocou a mensagem que tudo estava bem, foi um júbilo nacional! Enfim, o bebê real tinha nascido e passava bem, assim como a mãe.

 "Sua Alteza Real A Duquesa de Cambridge deu a luz
hoje a um menino às 4:24pm.
Sua Alteza Real e seu bebê estão passando bem.
"
 - Tradução livre.

 Cartão do Google UK para homenagear a ocasião.
Através deles, internautas poderão enviar suas mensagens
de felicitações de qualquer parte do mundo.

 Multidão em frente ao Palácio de Buckingham

 Não importa a idade, o Reino está Unido!

 Muitas são as mensagens, no cartaz:
"Nós estamos orgulhosos de ter o Duque e a Duquesa
representando Cambridge"

Os bebês que nasceram hoje na Inglaterra receberão uma lembrancinha do The Royal Mint (órgão   do governo britânico responsável pela emissão de moedas). Duas mil e treze moedinhas de prata da sorte serão dadas de presente aos bebês ingleses nascidos neste dia. Segundo a tradição, uma moedinha de prata traz fortuna e saúde ao recém nascido.

 Para meninos e meninas.

O Primeiro Ministro Britânico David Cameron, fez o seu pronunciamento enquanto Kate estava dando a luz. Em suas palavras: "Estou certo de que pelo país inteiro e até fora dele, as pessoas vão estar celebrando e desejando o bem ao casal real. Têm sido anos memoráveis na Família Real. Um casamento que cativou o coração do povo, o magnífico jubileu e agora o nascimento real. E tudo isso de uma família que tem prestado a essa Nação um serviço incrível." (Tradução do G1)



O Bebê Real Brasileiro...
Muitos anos atrás, mais precisamente em 1825, no dia 02 de dezembro, nascia o primeiro bebê real brasileiro! D. Pedro II nasceu já como símbolo nacional e, arrisco dizer, de uma forma muito mais forte do que o herdeiro do trono britânico. Pelo andar da carruagem, o filho de William e Kate tem muito chão pela frente antes de se tornar rei. O nosso bebê real, órfão de mãe pouco tempo depois de seu nascimento, e órfão de pai já antes dos dez anos, foi "adotado" pela Nação. Uma história comovente e o bebê, por necessidade, teve sua maioridade antecipada. Aos 14 anos se tornou Imperador do Brasil.

Aclamado Imperador desde os cinco, D. Pedro II foi o símbolo máximo da união de nosso país. Muitas das revoltas separatistas que ocorreram na conturbada fase regencial, aconteceram, segundo alguns, pela falta de um Imperador no Brasil, visto que Pedrinho não tinha idade suficiente para assumir suas responsabilidades. Quando já tinha 14 anos, a situação no Brasil estava feia, e decidiu-se antecipar a maioridade do jovem Príncipe. Foi-lhe perguntado se queria assumir logo, ou se preferia esperar os 15 anos, e D. Pedro respondeu que queria já!

Tendo sido muito bem educado, tornou-se o Imperador filósofo, falava mais de dez idiomas (inclusive tupi, idioma tido como parte das raízes do Brasil) e foi exemplo de Chefe de Estado e Governo em todo o mundo. Segundo o Conde de Soderini, D. Pedro II, com exceção do Papa, seria a maior autoridade moral entre os homens da Terra. Histórias de um tempo em que o Brasil sabia preparar, desde o berço, a pessoa que um dia iria representar a Nação.

Muita coisa mais haveria para se falar da Família Real britânica. Informações que ajudam a quebrar o preconceito e a visão que se costuma ter da Família. Talvez eu o faça em outra postagem. A intenção dessa, é realmente de compartilhar a alegria do povo britânico com quem estiver lendo essas linhas.
 
Que Deus abençoe todos os bebês nascidos! E que a vida do bebê real inglês seja repleta de conquistas e felicidades! Que possa se tornar um soberano íntegro e que represente o seu povo de forma tão satisfatória como sua bisavó, a Rainha Elizabeth II.

Parabéns a William e Kate!

William e Catherine
Duque e Duquesa de Cambridge.

domingo, 9 de junho de 2013

Liga Monarquista Brasileira - Voluntários da Pátria


Saudações, caríssimos leitores!

Tenho o orgulho de anunciar a criação de uma Liga em prol do Brasil! Há tempos eu tive essa ideia, e acredito que ficou adormecida esperando o momento certo para nascer. É recém nascida ainda, mas somos uma Liga que pretende atuar em todo o Brasil com trabalhos voluntários, tendo em vista que a melhor maneira de lutar por um país melhor, é espalhando exemplo! 

A Liga dos Voluntários da Pátria atuará em praticamente todos os Estados do Brasil e nas mais diferentes áreas. É claro que, inicialmente, faz-se mister focar em ações solidárias mais comuns. Quando formos crescendo, começaremos a abranger outras áreas específicas. O legal da Liga é que cada qual pode ajudar na sua área de atuação.

A Liga Monarquista Brasileira abarca pessoas diversas. Não somos todos monarquistas, somos pelo bem do Brasil. O pano de fundo de tudo isso, sim, é o ideal Monárquico. Sou Monarquista convicto e acho, por inúmeras razões, que a Monarquia Constitucional Parlamentarista é o melhor sistema de governo para o Brasil. Entretanto, a Liga abraça todo e qualquer cidadão honrado que esteja com intenção de ajudar o próximo!

O carro chefe dessa Liga é o grupo "Voluntários da Pátria".  Em homenagem aos bravos heróis brasileiros que defenderam o nosso país na Guerra do Paraguai, muitos chamados de Voluntários da Pátria, foram homens de honra e hombridade que não aceitaram ver o nome da Nação vilipendiado. Nessa guerra em torno de 139 mil brasileiros lutaram, tendo sido 54.992 Voluntários.

Mais informações virão com o tempo! Aceitamos ajuda voluntária de diversas maneiras, basta nos procurar usando esta linda ferramenta que é a internet. :)
Os leitores deste Blog podem entrar em contato com a Liga e saber mais da seguinte forma: